Av. da Praia (Sines) – 27, 28 e 29 Jul. 2006
 
SINES - Capital do Mundo
A cidade de Sines torna-se durante três dias a capital das músicas do mundo, quando milhares de forasteiros ali acorrem para encher o castelo e ver ao vivo o mais peculiar de todos os festivais portugueses.
Este ano os festejos voltaram a deslocar-se até Porto Covo, onde houve sete concertos e mesmo em Sines o palco construido na Av. da Praia teve animação mesmo antes do festival inaugurar na 5ª feira.
Este ano a organização da Camara Municipal de Sines apostou num palco maior para a praia com duas bandas (antes e depois do festival no castelo) totalmente gratuitas.
O povo aderiu e pelo menos depois do festival enchia a Av. da Praia.


QUINTA FEIRA (27 Jul.)

A festa começou cedo no palco da Av. da Praia com o sul africano Vusi Mahlasela, sózinho com a sua guitarra e muita vontade de lançar discurso. O povo não era muito mas o homem não esmoreceu.
No palco principal do castelo arrancaram os nossos Gaiteiros de Lisboa com um álbum novo na bagagem e muita vontade de mostrar o rico folclore português. O grupo existe há 15 anos e enchem o palco... bombos, gaitas de foles, flautins, saxofones e mais uma variada panóplia de instrumentos inventados pelos próprios músicos. Os Gaiteiros puseram toda a gente a dançar.
De seguida do martirizado Libano veio o Trio Rabih Abou-Khalil – um grupo de música árabe misturada com jazz. O som belissimo do alaúde, percussões e piano/sax...
O povo gostou, apareceram algumas bandeiras do Libano e um enorme pano a dizer - STOP BOMBIMG – mostrando que as pessoas podem estar num festival mas estão preocupadas com os ultimos acontecimentos.
A fechar a noite no castelo estiveram Toumani Diabaté e a Symmetric Orchestra vindos do Mali e com vontade de mostrar a tipica música africana com instrumentos de percussão e a famosa harpa de 21 cordas. Excelente música muita côr e muita luz com o povo a dançar.
Para terminar o palco da Av. da Praia recebeu os filandeses Alamaailman Vasarat que tocaram músic folk a violoncelo e saxofone. A world music no seu melhor.


SEXTA FEIRA (28 Jul.)

O festival arrancou na Av. da Praia com o senegalés Nuru Kane e excelentes ritmos africanos. O músico e o seu grupo tocam uma mistura de música árabe e africana a que chamam gnawa. Muito agradável e excelentes fotos.
No castelo a noite começou com a iraquiana Farida Abbas (que não fazia parte do programa original) e um espectaculo de música árabe tradicional pela Iraqi Maqam Emsemble.
O músico do Zimbabué Thomas Mapfumo não obteve visto de entrada na Europa e cancelou toda a digressão, incluindo o concerto no FMM. De seguida o trio de jazz The Bad Plus vindos dos EUA e muitos experimentalistas, com bateria, piano e contrabaixo.
Para fechar o palco principal a música indiana por Trilok Gurtu, um virtuoso na bateria e percussões, acompanhado pelos The Misra Brothers com instrumentos tipicos da India.
No palco da Av. da Praia o concerto do baterista Tony Allen e o ritmo afrobeat fizeram as delicias dos amantes das danças africanas.


SÁBADO (29 Jul.)

No último dia do festival tocaram na Av. da Praia a cantora Mariem Hassan e a sua banda vindos do Sahara Ocidental. A música árabe fez-se de novo ouvir para encanto dos muitos presentes.
No castelo a noite começou com os filandeses Varttina e muita alegria. Três cantoras vestidas com túnicas brancas e uma folk que leva ao bater do pé ao som de guitarra, acordeão, violino e bateria.
De seguida os brasileiros Cordel do Fogo Encantado brilharam num concerto empolgante onde não faltou irreverência, música sertaneja, muita batucada e um vocalista – Lirinha Moderno – que agradou.
Para terminar o filho mais novo do famoso Fela Kuti – Seun – e a sua banda tomou conta dos acontecimentos e encheu o castelo de ritmos africanos ao som do saxfone, bateria, guitarra eléctrica e percussões.
Um concerto memorável bastante suado com direito a fogo de artifício.
Na praia a noite terminou com a banda de Ivo Papasov e música cigana – mais uma enchente para o FMM terminar em beleza. O festival de 2007 já ficou marcado.

AM


PERSONAGENS
1 - O Presidente da Camara Municipal de Sines era um homem feliz e botou discurso na noite de inauguração como sempre costuma fazer.
2 – Não menos feliz este trabalhador da CMS espalhava ervas do rio (buinho e mastrastos) que davam um cheiro campestre ao recinto do castelo.
3 – O pintor Gil Maddalena este ano teve o seu trabalho do ano anterior exposto no recinto.
4 – Por fim o mentor do festival – Carlos Seixas – a quem damos os parabens por estar à cabeça do único festival de World Music com esta dimensão no nosso país.