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Paradise Garage (Lisboa) – 25 Mar. 2006 |
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SOULFLY + Linea 77 |
Era grande a expectativa gerada em torno deste concerto. Prova disso foi a lotação ter ficado esgotada dois meses antes da data do evento.
A primeira parte ficou a cargo dos italianos Linea 77. O colectivo com dois vocalistas começou com alguns precalços a nivél técnico. Depois de resolvidos os problemas com os microfones, a banda desfilou alguns temas do seu mais recente album intitulado "Available For Propaganda".
Praticantes de um crossover fazendo lembrar por vezes os norte-americanos Downset, com as devidas diferenças a nivél técnico. Tocaram durante cerca de 45 minutos e não conseguiram convencer o público presente...não que o público fosse excessivamente exigente, mas porque os italianos balanciaram a sua prestação entre o razoável e o muito mau.
Durante a preparação do palco para a actuação dos Soulfly, sentia-se no ar a excitação de ver uma das bandas mais acarinhadas pelo público português.
Os Soulfly surgiram em palco ao som de uma pequena introdução e entraram logo a matar com "Babylon" (do novo álbum).
Seguiram-se alguns temas inevitáveis num concerto dos Soulfly, tais como "Seek N´ Strike" , "No Hope = No Fear" , "Fuel The Hate" , "I and I" , "Living Sacrifice" , "Execution Style" , "Wasting Away" , "Carved Inside" , "The Song Remains Insane" e houve ainda tempo para visitar e relembrar os tempos aureos em que Max Cavallera liderava os Sepultura, com o excelente " Roots Bloody Roots" , " Innerself" e "Refuse/Resist".
O vocalista e guitarrista Max apresentou-se na sala lisboeta em grande forma, e os Soulfly soaram mais a Sepultura antigo que os próprios Sepultura actuais, afastando-se do Nu-Metal da sua fase inicial, entrando em territórios mais Thrash.
O guitarrista Marc Rizzo este imparável, fez solos espectaculares, muitas vezes lembrando Tom Morello dos Audioslave em termos técnicos. Esteve muito bem ao executar um solo em estilo flamenco numa guitarra de braço duplo.
A secção ritmica composta por Joe Nuñez e Bobby Burns esteve tambem em evidência, cumprindo com rigor e segurança a sua missão.
Durante quase duas horas o colectivo liderado por Max teve uma prestação acima da média, levando ao rubro quem assistiu a este concerto.
Terminaram com um encore onde tocaram uma versão de "Policia" (Titãs) e fecharam com chave de ouro com o espectacular "Eye For an Eye". Houve muito mosh, algumas quedas aparatosas no fosso e uma expulsão (???)
Luis Figueira (texto)
Cameraman Metalico (fotos) |
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