TESTAMENT
Um concerto enérgico!
As bandas e música que marcaram os anos 80 estão de novo na ribalta, e cada vez mais paira no ar o revivalismo que nos reporta a essa década.
Foi o que aconteceu no passado dia 11 de Março no Cine-Teatro de Corroios, numa sala que, devido aos percistentes Floyd, Zé Costa e restante equipa, está defenitivamente na rota de tours de bandas de renome internacional.
Mas se falamos em revivalismo, patente nas t-shirts de Testament cinzentas-mas-que-um-dia-foram-pretas orgulhosamente vestidas por fãs na casa dos quarenta, podemos tambem enaltecer os muitos teenagers presentes, com t-shirts dos Soulfly, Korn e outras bandas actuais, que cada vez mais têm curiosidade em conhecer as bandas que influenciaram os seus idolos.
O concerto começou com duas horas de atraso, resultado da pouca afluência de publico á hora marcada para o inicio do espectáculo.
Os Neurotic são uma banda que pratica um death metal algo tecnico, muito por culpa do seu baixista, que é sem duvida nenhuma um dos melhores do estilo cá em Portugal. Tiveram uma boa presença em palco e fecharam a sua actuação com a poderosa "Beyond The Dark".
Seguiram-se os Angriff, a banda de Mangualde debitou um thrash muito influenciado pelos Metallica e Slayer. Mostraram-se coesos e cumpriram bem o seu dever.
Os Painstruck foram sem duvida alguma a melhor surpresa da noite.Apesar de nos terem já habituado a excelentes pestações, esta foi uma noite muito inspirada para o power trio da margem sul.
Surgiram em palco ao som de " Sit On My Face " dos Monthy Python e seguiu-se de rajada " Last Gasp " que é um dos temas novos a figurar no próximo trabalho de estúdio.
Utilizaram muito inteligentemente samples entre alguns temas, que foi um dos aspectos que coloriu a sua actuação.
Seguiram-se "Whole new perception", "Crack the white knuckle" ( outro tema novo ), tocaram ainda "Warcry", "Wrath of god", "Dwelling demon", entre outras e terminaram a sua actuação com a fantástica "Power of the written word".
Outro dos aspectos foi a soberba prestação de Nuno Loureiro, muito á vontade na guitarra (com solos muito bem conseguidos) e com uma voz poderosissima. A secção ritmica teve uma excelente presença em palco e mostraram-se muito competentes. O colectivo conseguiu agarrar o publico presente desde o primeiro minuto, tendo tanto de humildade como de espectacularidade...simplesmente demolidores.
A noite esperava-os... os Testament apresentaram-se com os regressados Alex Skolnick, Greg Christian e com Jonathan Allen dos Sadus, que está a dar uma "perninha" na tour europeia devido a problemas familiares do baterista original Louie Clemente.
Entraram ao som de "The Preacher", muito enérgicos, no entanto com Skolnick a parecer algo deslocado depois da sua aventura por terras do jazz, muito preocupado em cumprir certos clichets da praxe, sem no entanto compremeter o colectivo, que debitou autenticos clássicos do thrash como por exemplo "Souls Of Black","Into The Pit","The Legacy","Trial By Fire","Raging Waters" , o excelente "Alone In The Dark" e terminando com "Disciples Of The Wrath". Aliás este foi um set list muito parecido com o recentemente editado DVD "Live In London".
Tivemos um Chuck Billy muito comunicativo e maravilhado com o público português, mostrando que felizmente a sua doença saiu derrotada.
Um concerto bem enégico, pecando apenas pelo péssimo som que tem assombrado alguns concertos naquela sala da margem sul, que nos mostrou uns Testament bem poderosos, de volta aos tempos gloriosos e que depressa nos fizeram esquecer que estávamos perante uma banda recentemente reunida, que teve o seu auge na década de 80.
Esperamos mais noites assim.
Luis Figueira (texto)
Cameraman Metalico (fotos)
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