Cine Teatro de Corroios - 27 FEV 2007
 
ANGRA + FIREWIND + POWERQUEST
Longa foi a espera!

Depois de excelentes concertos que nos proporcionaram ainda na “era André Matos”, os Angra voltaram a Portugal em clima de festa, ou não fosse esta tour uma boa desculpa para comemorar os 15 anos da banda.
Ainda antes de entrar a tão esperada banda, os Powerquest e os Firewind tiveram que se fazer à vida… e não se deram nada mal.

Os Powerquest subiram ao palco com meia hora de atraso, mas concerto em que não haja atrasos não é concerto!
Começaram o seu set perante um aspecto desolador… a sala do cine-teatro nem a um terço estava. Tal facto pode ser explicado porque, além do publico português não estar habituado a pontualidades, grande parte do publico vinha de Lisboa… e toda a gente sabe como é atravessar a ponte 25 de Abril (que separa a cidade da margem sul) em hora de ponta (o concerto estava marcado para as 20h).
Os Powerquest deram um bom espectáculo, mas apartir do terceiro tema já soava tudo igual. Eles bem se esforçaram, mas é muito difícil vingar num sítio onde está toda a gente á espera de outra banda.

Cerca de meia hora depois entravam em cena os gregos Firewind.
A expectativa de ver o virtuoso Gus G. e o grande Henning Basse, vocalista dos germânicos Metalium, que foi substituir Apollo por este ter que regressar á Grécia por motivos familiares, era muita.
De facto a banda ganhou muito com este vocalista de peso. Alem de uma excelente presença em palco, tem uma voz do outro mundo.
Surgiram alguns problemas técnicos com o microfone wireless, mas o vocalista alemão, em vez de ficar aborrecido, conseguiu meter toda a gente a rir com as suas “tiradas”.
Nem só Gus G. e Henning Basse brilharam, toda a banda transpirou virtuosismo, com especial relevo para o guitarrista/teclista Bob Katsionis, que tocava solos de teclado e guitarra ao mesmo tempo….de loucos mesmo!!!
Bem…mas a verdade é que a maior parte do público que rumou à já mítica sala de Corroios foi lá para ver uma das maiores bandas (senão a maior, depois do declínio de popularidade dos Sepultura) que o Brasil “exportou” para o mundo.

Muito sinceramente, e isto é a minha opinião pessoal (uma critica é isso mesmo – uma opinião pessoal de alguem), os Angra ficaram a ganhar com a saída do André Matos e com a entrada de Eduardo Falaschi., que não tem um registo de voz tão “saturante”, e como frontman, o Edu tem estado a evoluir constantemente, e convenhamos… não deve ser fácil viver sob o fantasma de um vocalista tão carismático como é André Matos.

Os Angra entraram a matar com “Carry On” e depois de algumas escorregadelas só preceptiveis aos mais atentos, lá continuaram com um set list muito bem escolhido, onde se podem destacar a excelente “Nothing To Say”, “ZITO”, “The Course Of Nature”, “ The Voice Commanding You”, “Salvation: Suicide”, entre outras.
Para o final, e já que estávamos em clima de festa, os Angra reservaram-nos uma surpresa… trocaram de instrumentos (Kiko na bateria, Aquilles no baixo, Felipe e Edu nas guitarras e Rafael como vocalista) e interpretam uma versão de “Smoke On The Water”… e depois o “troca-troca” continua…e tocam o “Come Together” dos Beatles (que foi imortalizado pelos Aerosmith no álbum “Permanente Vacation”) desta vez com o Felipe na bateria e o Kiko a cantar.
E foi com mensagens de apreço para os fãs portugueses que se despediram com um “até breve” (Que nós retribuímos com um “Voltem sempre”).

* O Luis é guitarrista fundador dos Attick Demons

Cameraman Metalico – fotos
Luis Figueira – texto