Cine Teatro - Corroios - 9 MAI 2007
 
NAPALM DEATH + PAINSTRUCK + GOD
Fraca afluência de publico !!
Os God surpreenderam bastante quem nunca os tinha visto, tanto pela presença em palco como pela forte aposta no cenário, que incluía escudos, estandartes de guerra, barris de vinho e um suporte de micro em forma de martelo de Thor.
No entanto, não foram apenas esses factores que contribuíram para a espectacular actuação da banda romena radicada em Portugal, praticam um Black/Goth intenso e cheio de misticismo, que nos faz viajar no tempo ao longo de todo o concerto, fazendo com que se solte o lado bárbaro que existe em cada um de nós.
O set foi baseado no seu aclamado EP “Hell And Heaven” (Barbarian Gods e The promised Land por exemplo). É favor não faltar aos próximos concertos desta banda.
Seguiram-se os Painstruck... que são bons músicos e que são uma das melhores bandas nacionais ninguém duvida, no entanto, este foi o pior concerto de vi deles (minha opinião, claro) a bateria estava altíssima, o baixo não se ouvia, e as guitarras não estavam definidas, demasiado “embrulhadas” no som altíssimo, esperamos que na próxima vez revejam o som, já que não é a primeira vez que isto acontece, embora desta vez fosse mais gritante.
Era a vez de entrar em cena os senhores britânicos que revolucionaram/criaram o som extremo.
Entraram a matar com a intro “Weltschmerz”, e de seguida “Sink Fast, Let Go”.
O som do baixo de Shane Embury estava demolidor, bem como a guitarra de Mitch Harris, que continua com uma frescura incrivél, no entanto notou-se a falta da guitarra de Pintado (RIP) nalguns temas. O vocalista “Barney” é um frontman nato, sempre bem-disposto e com os seus famosos “tiques” agarrou o publico desde o primeiro minuto.
A única nota negativa foi a fraca afluência de publico, os homens mereciam mais, muito mais.
Tocaram temas clássicos como “Suffer The Children”, “Scum”, “When All Is Said And Done”, “persona Non Grata”ou “Silence Is Deafening”, houve tempo ainda para a incontornável versão de Dead Kennedys “Nazi Punks Fuck Off” e, para terminar da melhor forma, “Mass Appeal Madness”. Grande concerto.
Texto - Luis Figueira