SEPULTURA + ANGRIFF + PAINSTRUCK + MOLESTIA
Os grandes Sepultura voltaram...
Os grandes Sepultura voltaram finalmente aos palcos lusos, e logo á nova catedral do metal… em Corroios.
Como bandas de abertura estiveram os Moléstia, Angriff e Painstruck.
Os colombianos Moléstia começaram o seu set ainda a sala estava práticamente vazia, o que poderá ter motivado (ou desmotivado) a morna prestação, no entanto sem comprometer.
Utilizando um conceito já usado pelos Brujeria há uns anos atrás, os Moléstia contagiaram os presentes com uma actuação bem poderosa.
De seguida era a vez de se apresentarem os Angriff….que por sinal já lhes vi melhores performances.
Talvez fruto da recente entrada de um dos guitarristas e de alguns problemas técnicos, a banda de Viseu mostrou-se algo debilitada e nervosa.
Estou certo que nos próximos concertos, eles apresentar-se-ão mais coesos, porque também se adquire experiência com os erros.
Depois dos Angriff, era a vez dos Painstruck.
A banda estava praticamente a jogar em casa, já com uma boa base de fãns a acompanhá-los, deram um excelente concerto.
O regresso da segunda guitarra foi muito benéfico e extremamente importante para o som poderoso que lhes é característico.
A única falha ( a que a banda é alheia ) foi o som da bateria altíssimo, que abafou quase completamente os outros instrumentos.
Estava na altura de entrarem os senhores Sepultura.
Foram sem qualquer sombra de dúvida uma das bandas mais influentes, e foram perdendo carisma com a saída do Vocalista/guitarrista Max Cavalera, e mais recentemente com a saída do seu irmão Iggor.
Depois de alguns minutos de espera, entraram ao som de “Lost” que é também a intro do álbum “Dante XXI”.
Eu, pessoalmente, era daqueles fãns que gostava da fase mais antiga da banda, estava um pouco céptico quanto a estes “novos” Sepultura e mais céptico fiquei quando vi o Kit de bateria do Jean Dolabella, de tão simples que era.
Enganei-me redondamente…e honestamente fico com dúvidas se ele não é melhor que o Iggor, pelo menos parece estar feliz a fazer aquilo que faz e dá outra dinâmica á banda.
Logo a seguir a “Lost”, atacaram com a poderosa “Dark Wood Of Error”, e entra em “campo” a figura imponente de Derrick Green.
Nota-se que o “Fumaça” está cada vez mais introsado na banda, só revelando alguma debilidade nalguns temas mais antigos e esteve muito bem disposto (sempre a rir) e comunicativo com o público, perguntando sucessivamente quais os temas que queriam ouvir.
Este foi um dos melhores concertos de Sepultura nos últimos anos, talvez pelo facto de Andreas Kisser e Paulo Júnior estarem a justificar o porquê de reclamarem o nome “Sepultura” para si… e de facto merecerem-no bem.
Depois foi um desfilar de temas clássicos, como por exemplo “Refuse/Resist” , “Desperate Cry” , “Orgasmatron” dos Motorhead, “Beneath The Remains” , Troops Of Doom” , “Arise” , “Dead Embrionic Cells” , “Biotech Is Godzilla” , “Mass Hypnosis” , “Territory” , a fabulosa versão de “Bullet The Blue Sky”, onde Derrick brilhou pela fantástica interpretação, e entre estes clássicos, a banda apresentou também “Convicted In Life” , “False” , “Boycott” , “Activist” , entre outros.
Para o encore guardaram uma versão eléctrica de “Kaiowas” , “Come Back Alive” e finalizaram com “Roots Bloody Roots”, cantado a plenos pulmões por todos os presentes na sala.
Depois desta actuação, tenho a certeza que conseguiram convencer muitos cépticos quanto ao futuro da banda.
Que voltem depressa.
Texto: Luis Figueira
Fotos: CM
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