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METALLICA - "The Videos 1989-2004" |
DVD Mercury/Universal 2006
Ao todo são vinte video-clips e 17 anos de história.
Os Metallica só se renderam à força dos video-clips quando em 1989 gravaram um para “One” do álbum “And Justice For All”. A companhia discográfica fez força e a banda anuiu finalmente a entrar em estúdio. No ano anterior os Metallica tinham editado um video no sistema VHS chamado “Cliff ‘En All” – um tributo ao seu baixista Cliff Burton – morto num acidente automóvel. Mas eram só excertos de concertos, muitos gravados por fans e uma ou outra entrevista.
Desde 1989 os Metallica já não pararam e do LP “Metallica” (Black Album) gravaram três videos. Muitos dos videos foram gravados ao vivo como “Wherever I May Roam” e “Sad But True”.
Mas em estúdio a banda trabalhou com grandes directores e a prova está no video-clip “Until It Sleeps” do CD “Load” de 1996.
O video-clip de “St. Anger” também fica na história ao ser gravado dentro da prisão de San Quentin (nos EUA) perante uma plateia de presos, muitos deles fans da banda.
As filmagens para “Some Kind Of Monster” na sua sala de ensaios, o video de “2 Of One” e as entrevistas de 1989, só nos fazem pensar duas coisas sobre os Metallica: LOVE & RESPECT...Nota 10/10 |
WITCHBREED - "Descending Fires" |
EP Edição de Autot 2006
A música dos Witchbreed bebe influências nas bandas de heavy mais clássicas, mas aqui e ali surgem laivos de progressivo que se encaixam muito bem na composição musical. A voz melodiosa de Ruby é defenitivamente uma das melhores que já ouvi a nivel nacional e impregna os quatro temas de jovialidade e limpidez.
O primeiro tema “Book Of Dreams” tem bastante força e uma secção ritmica demolidora. Os teclados sugem de imprevisto de dão ao tema uma sonoridade moderna.
Depois “Sleeping Gods” é mais rápida e a voz de Ruby volta a dar cartas num dos melhores temas deste EP.
Os temas seguintes “Witchbreed” e “Medusa – Angel of Pain” também se ouvem bem com a particularidade do último ser bastante épico.
Se puderem vejam-nos ao vivo!Nota 8/10 |
PHAZER - “Revelations” |
EP edição de autor 2006
Os sete temas tem uma sonoridade surpeendente! Quando toda a gente aposta na sonoriade da moda, os Phazer aventuram-se no hard rock clássico com riffs de guitarra muito a la Satriani ou Dream Theater.
O hard rock com laivos de progressivo está muito acima da média.
Logo a abrir “Way Downtown” é um petardo que deixa qualquer um k.o.... numa banda portuguesa nunca tinha ouvido tanta mestria. A vocalização é equilibrada e muito limpida. A seção rítmica está bem e o guitarrista parece-me a pedra preciosa desta formação.
Os temas ouvem-se bem e destaco ainda “Wonder Girl”, “Revelations”, “Love Kills” e “Benediction”. O disco tem ainda os temas “Revelations” e “Love Kills” em versão curta para as rádios.
Ao vivo os Phazer conseguem transpôr para o palco a pujança destes temas e dão um bom concerto. Se puderes não os percas de vista. Estes jovens ainda vão dar que falar! Nota 9/10 |
DAPUNKSPORTIF - "Ready! Set! Go!" |
CD Attack/Rastilho 2006
Em pouco mais de 26 minutos de disco os Dapunksportif mostraram ter talento suficiente para um futuro promissor. O estilo é um rock crú a que alguns já chamaram surf rock, com laivos de punk e stoner made in EUA. Ao vivo são quatro mas só dois participaram na gravação destes sete temas. A saber o guitarrista/vocalista Paulo Franco e o guitarrista João Guincho, que também tocou baixo. Na bateria estiveram três músicos David Canhoto, Pedro Cação e até o produtor tocou num tema.
A produção a cargo de Marco Jung está exemplar. As músicas são do melhor que já ouvi neste estilo, e ao vivo conseguem detonar toda a adrenalina que um tema rock costuma conter. O meu destaque vai para “Can’t Move”, “My World Got Itself In A Hurry”, “Temporary Insanity” e “Lady 666”. Excelente começo! Se puderem veja-nos ao vivo.
A banda tem disponivel no www.myspace.com/dapunksportif quatro temas para ouvir, e muita informação.Nota 8/10 |
BUNNYRANCH - "Luna Dance" |
CD Transformadores/Rastilho 2006
O novo álbum tem onze temas fenomenais onde se destacam “Your Words Are My Jokes”, “Flip Flop”, “We Got This Thing”, “Can’t Stop The Ranch”, “In The Land Of The Poor” e “Give Me Back My Gold”. Ao todo são quase 40 minutos de puro rock’n’roll.
A música dos Bunnyranch cativa pela sonoridade retro das teclas, mas também pela crueza da batida rock. A banda contou com a colaboração do saxofonista dos Xutos & Pontapés – Gui e a produção esteve a cargo de Cajó nos Estúdios Bebop. Um disco a explorar e a ouvir vezes sem conta.Nota 8/10 |
RHAPSODY OF FIRE - "Triumph Or Agony" |
SPV/Recital Records 2006
Ao todo podemos escutar onze temas em cerca de sessenta minutos de pura maestria. Fazer música deste calibre não é para todos e os Rhapsody sempre nos habituaram a grandes sinfonias.
A primeira música “Dar-Kunor”, serve de intro, tem coros, orquestra e calculo que deve ser dificil de tocar ao vivo. A seguir uma obra prima “Triumph Or Agony” com a voz de Fabio Leone a dar cartas.
As outras músicas surgem naturalmente e algumas são pura música clássica. Destaque ainda para “Old Age Of Wonders”, “Silent Dream” e “Dark Reign Of Fire”. O melhor deste disco é decerto a orquestração, as teclas e os riffs de guitarra.
Um concerto dos Rhapsody Of Fire deve ser qualquer coisa fora do normal…Não me lembro de outra banda com este tipo de som. Alguem que os traga cá!Nota 9/10 |
FIREWIND - "Allegiance" |
CD Century Media/Recital 2006
Estes não são nórdicos – são gregos! Mas o estilo é muito parecido e muito melódico. Existem desde 1998 e no principio tinham um baterista norueguês. Tem quatro álbuns de estúdio e a formação actual é composta por Apollo Papathanasio (voz), Gus G. (guitarra), Petros Christo (baixo), Bob Katsionis (teclas) e Mark Cross (bateria).
O novo trabalho tem onze temas de heavy metal melódico e agrada.
Logo a abrir um petardo com o nome do álbum “Allegance”, depois “Insanity” também se escuta bem com as guitarras a ditar lei, em “Falling To Pieces” tem riffs conhecidos mas a música é original. Destaque ainda para “Deliverance”, “Before The Storm” e “Where Do We Go From Here”. A digressão tambem não deve vir cá…
O site oficial fica em www.firewind.grNota 8/10 |
TYR - "Ragnarok" |
CD Napalm Records/Recital 2006
Estes sao dinamarqueses e tem um som mais polido, e o estilo pode considerar-se power metal. Ao todo é quase uma hora de heavy metal melódico com guitarras a la Malmsteen. Nos 10 temas destacam-se “The Begining” logo a abrir, “The Hammer Of Thor”, “Brothers Bane”, “Wings Of Time” e “Ragnarok”. O CD tem ainda 6 intros instrumentais. A vocalização melódica e as guitarras fazem deste colectivo um dos melhores que já ouvi este ano.
A formação é composta por Heri Joensen (Voz e Guitarrra), Terji Skibenæs (Guitarra), Gunnar H. Thomsen (Baixo) e
Kári Streymoy (bateria).
A banda tem quatro anos de vida e este é o terceiro CD. O anterior “Eric The Red” foi editado em 2003, mas foi re-editado este ano.
A banda entra em digressão com os Amon Amarth dia 2 de Novembro.
O site oficial fica em www.tyr.netNota 10/10 |
AMON AMARTH - "With Oden On Our Side" |
CD MetalBlade/Recital 2006
Os suecos Amon Amarth tem vida própria desde 1992 e 5 álbuns de estúdio. A formação actual é composta por Fredrik Andersson (voz), Johan Hegg (guitarra), Olavi Mikkonen (guitarra) e Ted Lundström (viola baixo). O novo álbum sucede a “Fate Of Norns” de 2004 e tem nove temas bombásticos. O estilo chama-se death metal melódico e ao vivo deve ser pólvora. Logo a abrir “Valhall Waits Me” mostra o poder decibélico da formação a que muitos chamam também heavy metal viking... e no entanto a voz não é gutural, é forte sem chegar ao extremo de outras bandas do género.
Depois “Runes To My Memory” é outra música que convence com uma batida forte sincronizada. Outros temas acima da média são “Asator”, “Gods Of War Arise” e “Under The Northern Star”.
A digressão europeia não chega a Lisboa. O site oficial fica em www.amonamarth.comNota 8/10 |
ALICE IN CHAINS - "The Essential" |
2 CD Columbia/Sony/Bmg 2006
Os norte americanos Alice In Chains dominaram os tops durante a década de 90 do século passado. O estilo grunge rock estava na moda e bandas como os Alice In Chains, Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam vendiam como batatas doces.
Após a década de euforia a banda entrou em declinio e o vocalista Layne Staley acabou por falecer vitima de abuso de drogas.
A banda iniciou a sua carreira com o CD “Facelift” em 1990 pela editora Columbia Records.
Ao todo gravaram seis discos contando com os EP “Sap” de 1992 e “Jar Of Flies” de 1994. Em 1995 gravaram o seu último álbum de estúdio “Alice In Chains” e em 1996 gravaram o famoso “Unplugged” na MTV. A presente compilação reúne 28 temas (alguns acústicos) famosos como “Man In The Box”, “Dirt” e “Rooster”.
Os Alice In Chains com a formação Jerry Cantrell (guitarra), Mike Inez (baixo), Sean Kiney (bateria) e Layne Staley (voz).
Em 2001 tinha sido editado um “best of” com dez músicas.
Este ano os Alice In Chains voltaram ao activo e preparam um novo CD de estúdio com o vocalista Willian DuVall.
Excelente colectânea para conhecer uma da mais famosas bandas de grunge rock.Nota 8/10 |
BOB DYLAN - "Modern Times" |
CD Columbia/Sony/Bmg 2006
Confesso-me um fan de Dylan da velha guarda. Não estava à espera de criticar um álbum deste calibre nas páginas do DA, e fora do contexto heavy... A verdade é que já oiço Bob Dylan há mais de 30 anos...
Um disco novo do Mr. Tambourine Man com dez músicas, veio mesmo a calhar para desopilar e para dar descanso aos timpanos.
Aos 65 anos de idade Dylan ainda me consegue cativar a escutar as suas músicas e não desilude. O primeiro tema “Thunder On The Mountain” tem uma boa batida de folk/rock e a voz continua limpida.
Depois “Spirit On The Water” também se ouve bem e o destaque vai inteirinho para os temas “Someday Baby”, “Beyond The Horizon”, “Nettie Moore” e “Ain’t Talkin’”.
Um Dylan em excelente forma e mais eléctrico e mais blues do que seria de esperar.
Bob Dylan já tocou três vezes em Portugal e eu vi todos os concertos!
Brevemente toda a história nos DISCOS HISTÓRICOS.Nota 10/10 |
MY DYING BRIDE - "A Line Of A Deathless Kings" |
CD Peaceville/Musica Activa 2006
Com 16 anos de carreira e nove álbuns de estúdio gravados os ingleses My Dying Bride, apresetam-se agora muito mais polidos e sem a voz gutural que caracterizou os primeiros trabalhos.
Catalogados com banda de death/doom os My Dying Bride são agora Aaron Stainthorpe (voz), Adrian Jackson (viola baixo), Hamish Glencross (guitarra), Andrew Craighan (guitarra) e Sarah Stanton (teclas). A banda tem utilizado um baterista de estúdio – John Bennett – depois de Shaun Taylor-Steels o baterista original ter sofrido um acidente que lhe impossibilita tocar.
O novo disco sucede a “Songs Of Darkness, Words Of Light” de 2004 e tem nove temas de puro doom com guitarras arrastadas e uma vocalização melancólica.
Os melhores temas são “To Remain Tombless”, “I Cannot Be Loved”, “Thy Raven Wings” e “Deeper Down”.
Um excelente regresso. Pode ser que a digressão chegue a Lisboa.Nota 9/10 |
HAMMERFALL - "Threshold" |
CD Nuclear Blast/Recital 2006
O novo trabalho dos Hammerfall conta com dez temas demolidores na veia do power metal melódico a que sempre nos habituaram.
Logo a abrir “Threshold” é uma malha que fica no ouvido e que ao vivo vai dar muito slam. Este tipo de heavy épico é bem trabalhado a nivel de riffs de guitarra e a vocalização é exemplar. É incrivel o poderio decibélico imprimido aos temas novos.
Outros temas em destaque “The Fire Burns Forever”, a balada “Rebel Inside”, “Natural High”, “Shadow Empire” e “Titan”.
Um bom lote de canções que na digressão agendada para principios de 2007 vai dar que falar.
Portugal mais uma vez fica de fora... a data mais próxima é em Madrid. Os hammerfall só tocaram uma vez no nosso país no início de carreira. O primeiro single “Natural High” sai já esta semana.Nota 9/10 |
Motörhead - "Kiss of Death" |
CD SPV/Recital 2006
Falar nos Motörhead é falar numa lenda viva chamada Lemmy Kilmister.
O carismático baixista com 60 anos de idade fundou os Motörhead em 1975 depois de ter sido despedido dos Hawkwind.
Até aos nossos dias já gravou 20 álbuns de estúdio e liderou onze formações, onde militaram músicos de grande calibre como Phil Taylor, Brian Robertson, Wurzel, Eddie “Fast” Clarke entre outros. A presente formação é um trio desde 1995 quando o guitarrista Wurzel se retirou para se dedicar à agricultura (tinha uma quinta em Inglaterra e o resto da banda mudou-se para os EUA).
Assim Lemmy (baixo e voz), Phill Campbell (guitarra) e Mikkey Dee (bateria) tem uma das mais consistentes formações de rock da actualidade.
O novo álbum sucede a “Inferno” de 2004 e tem doze músicas em cerca de 44 minutos de duração.
Logo a abrir “Sucker” revela-se um petardo à moda antiga com uma batida nitidamente Motörhead com a voz grossa de Lemmy a ditar lei. Os restantes temas escutam-se bem e o destaque vai para “God Was Never On Your Side”, “Christine”, Kingdom of The Warm” e “Going Down”. Um disco excelente para uma convenção de motoqueiros.
Este “Kiss of Death” foi gravado nos estúdios Paramount em Los Angeles nos EUA com o produtor Cameron Webb, que também trabalhou com o grupo no disco anterior. O CD inclui participações especiais pelo guitarrista dos Poison, C.C. Deville e pelo baixista dos Alice In Chains, Mike Inez.
Segundo declarações de Lemmy este disco é melhor que o “Inferno”, que parecia ser o favorito dos últimos anos. No todo ele tem músicas melhores, arranjos melhores, uma melhor performance vocal, e uma melhor performance do Phil Campbell na guitarra, ele está óptimo na guitarra, salientou!
Nota 9/10 |
IRON MAIDEN - "A Metter Of Life And Death" |
CD+DVD EMI 2006
São ingleses, andam nisto desde 1975 e já venderam qualquer coisa como 70 milhões de discos em todo o mundo. Ao todo já editaram 14 álbuns de estúdio, 9 álbuns ao vivo, 4 compilações e quatro caixas especiais.
Na Europa passam por ser a maior banda de heavy metal da actualidade, sendo ultrapassados sómente pelos norte americanos Metallica.
A formação conta agora com três guitarristas – Dave Muray, Adrian Smith e Janick Gers, o baterista Nicko McBrain, o vocalista Bruce Dickinson e o baixista e lider incontestado Steve Harris.
O último trabalho de estúdio “A Matter Of Life And Death” é o seu 14º álbum de originais e sucede a “Dance Of Death” de 2003.
Ao todo são dez temas originais e ainda um DVD extra com a explicação da gravação do álbum, o video clip de “The Reincarnation Of Benjamin Breeg”, filmagens de bastidores e coleção de fotos.
As músicas novas ouvem-se bem, sem no entanto serem muito heavy, este é aliás um dos álbuns mais calmos que a banda já gravou, e tem muitos traços de heavy progressivo.
O destaque vai inteirinho para o tema “Different World” (um dos melhores que já ouvi) e depois as baladas “The Reincarnation Of Benjamin Breeg” e “For The Greater Good Of God”.
O álbum tem a duração de 72 minutos!
A produção esteve de novo a cargo de Kevin Shirley e álem dos dez temas do CD a banda gravou ainda quatro versões de ZZ Top “Tush”, Deep Purple “Space Truckin”, Focus “Hocus Pocus” e Thin Lizzy “Angel of Death”, que serão incluidas nos singles de promoção.
A digressão começou antes de ontem nos EUA e vai prolongar-se por mais 10 datas. Depois serão quatro datas no Japão, e em Novembro a banda vem para a Europa com uma data marcada para Barcelona a 30 de Novembro.
O DA fará todos os possiveis para assistir a este concerto.
O site oficial da banda está em www.ironmaiden.com
DISCOGRAFIA (estúdio) 1980: Iron Maiden
1981: Killers
1982: The Number of the Beast
1983: Piece of Mind
1984: Powerslave
1986: Somewhere in Time
1988: Seventh Son of a Seventh Son
1990: No Prayer for the Dying
1992: Fear of the Dark
1995: The X Factor
1998: Virtual XI
2000: Brave New World
2003: Dance of Death
2006: A Matter of Life and Death |
VOLLANT - "Projecto Primeiro" |
CD Edição de Autor 2006
O projecto de rock Vollant tem pouco tempo de vida.
O guitarrista Luis Carlos é bem conhecido no Alentejo pela sua participação em bandas como os Ex Orient Lux e Jacko Joke.
Os Ex Orient Lux foram o projecto mais sério e duradouro entre 1986 e 1994. A banda assinou contracto com a EMI, gravaram na Holanda, mas por obra do acaso nunca editaram esse primeiro disco.
Luis Carlos é amigo dos Xutos & Pontapés há muito tempo e foram eles que o ajudaram a gravar este novo trabalho. Assim Zé Pedro (guitarra), Kalú (bateria), Luis Carlos (guitarra), Fernando Pardal (voz) e Adriano (baixo) gravaram dez temas de rock cantado em português e influenciado grandemente pelos Xutos e pelos UHF.
As músicas são agradáveis e tem uma excelente prestação. Logo a abrir “Já Te Disse” é uma boa malha de rock que não envergonha ninguém.
Depois “Janelas Coloridas” soa bem com a voz de Pardal a ditar lei. A seguir “Vácuo Social” é uma balada e “Só Eu Sei” já soa mais simples.
Destaque ainda para “Eleva-te”, “Viver Assim” e “800 Anos”. Os Vollant tem o seu disco à venda em Beja para já no Café Tico Tico. Mais tarde estão a agendar alguns concertos nas FNACs, onde o CD também estará à venda. Foi o guitarrista dos Vollant – Luis Carlos – que escolheu o disco histórico de hoje!
VOLLANT
Projecto Primeiro Nota 7/10 |
CRUACHAN - "Pagan" |
CD Black Lotus Records
Ao todo são treze temas belissímos em cerca de 50 minutos de música.
A doce voz de Karen Gilligan fazem-nos sonhar ouvindo estes temas e o tema “Gael” é o mais bem conseguido, apesar de conhecer o tema da banda sonora O Último dos Moicanos – deve ser um tema popular da Irlanda a que Keith Fay adicionou o poema.
A produção parece-me bem, a voz gutural já aparece pouco e a voz melódica de Karen monopoliza o disco por completo.
Os Cruachan conseguiram cruzar a música folk irlandesa com a guitarra eléctrica e produzir um crossover demolidor.
Outros temas em destaque “Pagan”, “Ard Ri Na Heireann”, “Viking Slayer”, “A Thousand Years” e “The Fall Of Gondolin”.
Ao escutar o som da gaita de foles irlandesa, a alma enche-se de alegria… vá-se lá saber porquê...
Uma banda com excelentes qualidade para o FMM 2007.
Nota 9/10 |
SHADOWSPHERE - "Helbound Heart" |
CD Recital Records 2006
Confesso que tenho acompanhado com algum interesse o percurso destes jovens. Conheço o guitarrista Goulão desde Rebellion e apesar de não ser o meu estilo de metal preferido tenho de dar a mão à palmatória e felicita-los pelo excelente trabalho.
As dez músicas ouvem-se bem, a vocalização de vez em quando é agreste mas os riffs de guitarra fazem esquecer isso. Acho que em bandas portuguesas nunca tinha escutado guitarras tão acutilantes. Estes riffs fazem um morto abanar a cabeça!
A secção rítmica também está de parabéns pelos 43 minutos de cavalgada.
Melhores momentos do disco em “Hellbound Heart” (bombástica), “Red Skies”, “The Forsaken”, “Reckless Hate” e “Kingdom Of Heaven” (sem palavras)...
Já sabia como era isto ao vivo, agora tenho o comprovante de estúdio. Parabens!
Nota 10/10 |
EAGLES OF DEATH METAL - "Death By Sexy" |
CD Sony Bmg 2006
Ao todo são catorze temas em cerca de quarenta minutos de música rock boa para abanar o capacete. Em muitos aspectos a música dos EODM faz lembrar a dos QOTSA...
O tema de abertura e primeiro single “I Want You So Hard” já comanda nas rádios e fica no ouvido.
Depois um par de músicas acima da média como “I Got A Feelin”, “Cherry Cola”, “Don’t Speach” e “Poor Doogie”.
As influências do western rock, do rock’n’roll e até do punk em larga escala. Muito divertimento e muito experimentalismo à mistura.
Os americanos sempre foram pródigos em criar temas simples, incisivos e muito directos. Continuam a conseguir!
Falando de rock são mestres!
Estão neste momento em digressão com Peaches. Site oficial em www.eaglesofdeathmetal.net brevemente DVD da digressão à venda.
Nota 8/10 |
ROGER WATERS - "In The Flesh" |
CDx2+DVD Sony Bmg Music 2006
Este disco triplo é uma edição para colecionadores. Já tinha sido editado em CD duplo e em video. O conjunto funciona bem são mais de 2 horas de audio e 120 minutos de video (o concerto completo).
O set-list foi bem escolhido e é muito parecido ao que o músico tocou em Lisboa em 2002.
Este concerto foi gravado nos EUA no Rose Garden Arena de Portland (Oregon) em 2000 e Roger Waters escolheu a dedo os músicos que o acompanharam. A sonoridade está muito parecida a Pink Floyd... basta fechar os olhos e a magia toma conta de nós... faltam lá os outros magos, mas quando os Pink Floyd actuavam também se notava a falta de Waters.
Assim a formação é composta pelo virtuoso Snowy White (guitarra), Graham Broad (bateria), Andy Wallace (teclas) e Boyle Branhall II (guitarra e voz)... como vem sendo hábito Roger Waters toca baixo eléctrico, canta e toca guitarra acústica.
Um álbum para colecionadores, com músicas que marcaram gerações.
Nota 10/10 |
DEF LEPPARD - "Yeah!" |
CD Mercury/Universal Music 2006
Alguns criticos dirão que quando uma banda grava versões, a veia compositora se extinguiu... eu digo que esta é uma maneira de prestar tributo às suas influências sem sofrer uma beliscadura. Tocar versões não é para todos!
Ao todo são catorze músicas famosas de T. Rex, David Essex, Blondie, The Kinks, The Sweet, Electric Light Orchestra, Roxy Music, David Bowie, Free, Mott The Hopple, Badfinger, John Kongos, Thin Lizzy e os The Faces. Pessoalmente ouvi isto quase tudo na altura.
Umas canções mais bem conseguidas do que outras os Def Leppard conseguem com este álbum chamar a atenção para bandas que tiveram o seu periodo aúreo há 30 e 40 anos e de outra maneira pouco seriam lembrados. Um disco para os mais velhos, mas onde os mais novos podem descobrir as raizes que deram lugar à música dos nossos dias.
Excelentes as músicas dos Kinks, Sweet, Free e Thin Lizzy. Venha a digressão, já há muito tempo que não nos visitam!
Nota 8/10 |
TWENTYINCHBURIAL - "RadioVenom" |
CD Raging Planet 2006
Os novos temas são bombásticos. Ao todo são doze e sim senhor tem uma produção exemplar que agrada.
Logo a abrir “You Know So Much About Nothing At All” é um petardo à moda antiga com muito do crossover que se fazia nos anos 80. O vocalista berra que se farta! As guitarras estão no ponto e a secção rítmica é eficaz.
Depois “My Heart In The Wrong Hands” na mesma linha de porradaria decibélica. Em “History Repeating” a voz já não é tão agreste e nota-se um esforço para fazer um disco realmente diferente.
Destaque ainda para “Mayhem With No Bullets” (excelentes riffs de guitarra), “Amo-te”, “Bleed Me” e “All Hell Breaks Loose”.
Não admira a popularidade que já conquistaram. Ao vivo são pólvora!
Nota 7,5/10 |
TANKARD - "The Beauty And The Beer" |
CD AFM Records/Recital 2006
Um disco novo dos alemães Tankard é uma festa!
Pela simples razão de que um disco novo tem de se comemorar com muita cerveja.
Em cena desde 1982, os Tankard andam nisto também pelo puro gozo em se embebedarem em cada show... por sorte são também excelentes músicos e compositores.
No género thrash metal não há muitas bandas que se gabem de ter um palmarés como o deles.
A formação compreende dois músicos originais (começaram a banda com 13 e 15 anos) Frank Thorwarth (viola baixo) e Gerre (voz). Em 1994 entrou o guitarrista Andy e em 1998 entrou o baterista Olaf.
Ao todo tem uma discografia de treze álbuns onde se destaca “Hair Of The Dog” (1989), “Stone Cold Sober” (1992), “Kings Of Beers” (2000) e agora o novo “The Beauty And The Beer” editado esta semana.
Ao todo são mais doze temas bombásticos de puro heavy metal com garra.
Logo a abrir “We Will Drink The Old Ways” é um petardo à moda antiga com uma batida contagiante. Depois “The Beauty And The Beast” na mesma onda sem concessões. O disco é uma cavalgada permanente imprópria para pessoas cardíacas. A voz é forte sem no entanto chegar ao gutural. A secção ritmica é avassaladora.
Uma das poucas bandas que ainda não tocou em Portugal.
Nota 10/10 |
ALKATEYA - "Lycantrophy" |
CD Eat Metal Records/Recital 2006
Confesso que escutei alguns temas ainda em crú, sem nenhum tratamento no estúdio. Habituado como estava a temas épicos como o popular “Star Riders” franzi um pedaço o nariz à nova sonoridade.
Agora escutando os oito temas de “Lycantrophy” já trabalhados, e ainda a versão do tema “Street Survivor” dos Sepulcro, constato a genica a que os músicos se entregaram para ter esta rodela nas mãos.
Cada tema tem uma dominante própria que cativa, a abrir “Believe My Eyes” soa bombástica com as duas guitarras em riffs pesados de heavy. A voz de João Pinto soa bem fresca e melódica.
Depois “Let It Break” também está bem construida e “Insanity” soa à batida antiga de Alkateya.
Destaque ainda para “Red Line” com uma excelente linha de baixo e bateria, “Feeling” quase balada, “The Sinless Sinner”, “Death Messiah” com uma intro de cantar árabe muito interessante e a terminar “Lyvanthropy” com uma intro de música clássica também muito interessante. A versão de “Street Survivor” teve convidados ilustres como Fernando Ribeiro dos Moonspell, Nelson Canário dos Rebbelion, Tann dos Iron Sword e ainda o vocalista original dos Sepulcro – Miguel Pinto. Excelente regresso!
Nota 8/10 |
TOOL - "10.000 Days" |
CD Zomba/Sony/Bmg Music 2006
Ao todo são 75 minutos de muita técnica e experimentalismo.
O rótulo de banda de rock progressivo assenta-lhes neste disco como uma luva.
Este álbum é daqueles de pôr no prato e deixar rodar.
Logo a abrir “Vicarious” é um bom tema e foi escolhido para primeiro single, é um tema forte com sete minutos de duração que ficam no ouvido. Depois vem “Jambi” com o baixo a bombar e a voz no ponto. Soa muito bem e vai fazer levantar muito pó nas prestações ao vivo.
Os temas seguintes “Wings For Marie” e “10.000 days” já são mais experimentais e fazem lembrar Pink Floyd.
O tema “The Pot” é para mim o mais bem conseguido e agrada-me pela vocalização e pela prestação da secção ritmica.
Destaque ainda para os temas “Lost Keys”, “Intension” e “Right In Two”. Isto deve dar um bom espectáculo!
Nota 8/10 |
JOE SATRIANI - "Super Colossal" |
CD Sony/Bmg Music 2006
Ao todo são treze temas instrumentais com selo próprio de Joe Satriani, apesar de soar muito experimental.
O músico neste disco tocou todas as guitarras, viola baixo e teclados com a ajuda dos percussionistas Jeff Campitelli e Simon Phillips. Na produção do disco Satriani trabalhou com Eric Caudieux e Mike Frasier nos Estúdios 21 na Califórnia (EUA).
Ao pôr-se o disco no “player” ele corre agradável com riffs hábilmente arrancados às cordas da guitarra. O primeiro tema “Super Colossal” está muito bom e escolhendo o melhor do disco adianto ainda os temas “It’s So Good”, “Ten Words”, “One Robot’s Dream”, “Movin’ On” e “Crownd Chant”, onde Satriani demonstra porque é considerado um dos melhores na “seis cordas” em todo o mundo. Na veia dos discos anteriores há um tema especial “A Love Eternal” que remata o álbum da melhor forma.
Uma hora de guitarradas sábiamente executadas. Pode ser que a digressão o traga a Lisboa desta vez. Já anda a prometer há muito tempo!
Nota 7/10 |
PEARL JAM - "Pearl Jam" |
CD Sony/Bmg Music 2006
Já havia quatro anos que não se ouvia nada novo dos Pearl Jam.
O trabalho que agora nos chegou às mãos tem treze temas na veia do “grunge rock” a que nos habituaram. O primeiro single “World Wide Suicide” é a segunda canção no alinhamento e ouve-se bem. Os Pearl Jam produzem um rock melódico com riffs de guitarra incisivos e uma vocalização irrepreensível. Destaque para as músicas “Comatose”, “Marker In The Sand”, “Unemployable” e “Inside Job”.
No entanto o forte deste disco para mim são as canções quase folk com guitarra acústica. Assim “Parachutes”, “Gone” e “Come Back” vão fazer levantar muitos isqueiros acesos durante a próxima digressão já com duas datas marcadas para o Pavilhão Atlântico em Lisboa a 4 e 5 de Setembro.
Nota 8/10 |
THE LEGENDARY TIGER MAN - "Masquerade" |
CD + DVD Norte Sul/Sony/Bmg 2006
“Masquerade” contem onze temas bem crús de blues.
Este tipo de disco é gravado de forma directa, tendo o músico gravado todos os intrumentos e a voz, com a ajuda de Tó Trips (guitarras), Pedro Gonçalves (contrabaixo) e Mário Barreiros (percursão).
O incrível é o músico ao vivo conseguir fazer isto tudo sózinho. Os seus concertos são de um homem só.
O álbum trás ainda um DVD extra com várias curta metragens, video clips, fotos e ainda um documentário sobre a gravação deste “Masquerade”
Com os Wray Gunn, Paulo Furtado gravou três álbuns “Amateur” (2000), “Soul Jam” (2001) e “Eclisiastes 1.11” (2004).
Se aprecia o som contagiante dos blues norte americanos pode ver o Legendary Tiger Man em Serpa durante o Festival Noites da Nora a 29 de Julho próximo.
Nota 8/10 |
BACKYARD BABIES - "People Like People Like People Like Us" |
CD Century Media/Recital 2006
Ao todo são doze canções orelhudas de puro rock’n’roll.
A banda de Dregen e Nicke estão em alta. As composições ficam no ouvido e ao vivo devem dar espectaculo.
A abrir “People Like People Like People Like Us” bem condimentada. Grandes riffs de guitarra e uma vocalização exemplar.
Depois “Cockblocker Blues” a fazer lembrar as velhas bandas de glam rock e “Dysfunctional Professional” mais punk.
Os Backyard Babies fazem-me lembrar bandas como os Poison, com a genica dos Sex Pistols e a mestria dos Van Halen.
Destaque ainda para os temas “We Go A Long Way Back”, “Blitzkrieg Loveshock”, “I Got Spades” e “You Can Not Win”. A produção esteve a cargo do guitarrista Nicke Andersson dos The Hellacopters.
Um dos melhores albums do ano!
Nota 9/10 |
MOONSPELL - "Memorial" |
CD SPV/Universal 2006
Ao som de um poderoso intro “In Memoriam” entra-se no primeiro single “Finisterra” e logo aí constatamos que os Moonspell são na verdade excelentes a compôr. O tema é pesado, a vocalização forte e a música contagiante. Depois temos o tema “Memento Mori” com teclados a granel, outro intro “Sons Of Earth” antecede “Blood Tells” demolidora.
Destaque ainda para “Upon The Bllod Of Men”, “Sanguine”, o intro “Mare Nostrum” (com guitarra acústica) e a terminar uma pérola de 14 minutos – “Best Forgotten”.
Grande disco – os Moonspell refinados como se quer!
Nota 9/10 |
HYUBRIS - "Hyubris" |
CD Recital Records 2006
Os Hyubris são do Tramagal e este é o primeiro álbum de originais.
Existem desde 2001 e antes tinham gravado um EP de apresentação com quatro temas.
Esta banda é pioneira no estilo folk metal e cantam em português.
A formação é composta por Filipa Mota (voz), João David (teclas), Jorge Cardoso (guitarra), Lulla (bateria) e Panda (baixo e guitarra portuguesa).
As influências são muitas, o heavy é predominante, mas as sonoridades celtas, árabes e a voz melódica de Filipa fazem desta formação uma agradável surpresa.
Ao todo são onze temas originais com destaque para “Hyubris”, “Fadas”, “Segnis”, “Mulher do Rio” e “Terra Prometida” e ainda a versão da popular “Canção de Embalar” de José Afonso numa das melhores interpretações que já ouvi.
Outra agradável surpresa!
O site fica em www.hyubris.com
Nota 7/10 |
ETHEREAL - "Towers of Isolation" |
CD Recital Records 2006
Ao todo são oito temas em cerca de sessenta minutos de música.
Depois do intro “An Introvert Awekening” entra-se própriamente no álbum com a excelente “The Darkest Room” e muitas influências positivas de Iron Maiden a Dream Theater.
Depois “Reditus Ad Vitam” serve de intro a “Rebirth” com uma vocalização cuidada acompanhada a guitarra acústica.
Os instrumentos estão no ponto e a vocalista não se limita aos coros dando uma sonoridade aos temas muito agradável.
O álbum é conceptual e ouve-se bem de uma assentada. Destaque ainda para os temas “The Altar Of Disharmonic Anthens”, “Trancendence – Envenomed” e “Moments”.
É com agrado que critico um disco nacional com tanta qualidade.
Nota 8/10 |
THE LIVING THINGS - "Ahead The Lions" |

CD Zomba Music/Sony/Bmg 2006
Confesso que aos primeiros acordes do disco dei um salto na cadeira e a minha cabeça começou automáticamente a abanar.
Isso é um bom sinal quando se escuta algo novo de uma banda em início de carreira!
Ouvi a primeira música “Bombs Below” umas quatro ou cinco vezes, antes de passar ao tema seguinte.
Os norte americanos The Living Things começaram a dar que falar logo que se mudaram de St. Louis para a Califónia no principio do século. O primeiro contracto discográfico foi com a DreamWorks que lhes editou o EP “Turn In Your Friends & Neighbors” em 2002, seguido do álbum “Black Skies In Broad Daylight” em 2004.
A banda ficou famosa a ponto de abrir alguns concertos dos Velvet Revolver e The Libertines na Europa.
Mudança de editora, e desta vez assinam pela Zomba (Sony/Bmg) e gravam este excelente “Ahead Of The Lions” que agora viu a luz do dia. Ao todo são doze temas de rock endiabrado na linha de Black Rebel Motorcycle Club, The Datsuns ou White Stripes. As novas bandas habituam-se cada vez mais ao som retro dos anos setenta e isso agrada.
Outros temas em destaque no disco são “I Owe”, “Bom Bom Bom” (o primeiro single), “God Made Hate”, “March In Daylight”, “On All Fours” e “I Wish The Best For You”.
Formação familiar de Lillian Berlin (Guitarra e voz), Eve Berlin (viola baixo) e Bosh Berlin (bateria).
Neste disco tiveram ainda a ajuda do guitarrista Cory Becker. Produção exemplar de Steve Albini.
Decididamente o melhor disco de rock nos últimos três meses. Ao vivo isto deve soar a pólvora!
Nota 9/10 |
DEEP PURPLE - “The Collection” |

CD SONY/BMG 2006
A presente colectânea tem onze temas com chancela Deep Purple da era de Ritchie Blackmore.
Ao todo são quatro temas gravados ao vivo na década de 90 do século passado, os temas clássicos “Highway Star”, “Speed King”, “Child In Time” e “Smoke On The Water” e mais sete de estúdio compilados dos álbuns “Slaves & Masters” (1990)(com Joe Lynn Turner na voz), “The Battle Rages On” (1993) e “Purpendicular” (1996), todos editados pela RCA/BMG.
A formação clássica com Ritchie Blackmore (guitarra), Ian Gillan (voz), Jon Lord (teclas), Ian Paice (bateria) e Roger Glover (viola baixo) em grande estilo.
A banda continua no activo com três musicos originais (Paice, Glover e Gillan) e editou recentemente o seu 18º álbum de estúdio - “Rapture Of The Deep”.
Nota 8/10 |
DANKO JONES - “Sleep Is The Enemy” |

CD Bad Taste Records/MusicActiva 2006
O canadiano Danko Jones já é nosso conhecido há algum tempo.
Com três álbuns editados e muito rock’n’roll para oferecer este intrépido guitarrista é fogo!
O trio é agora composto por Danko Jones (guitarra e voz), John Calabrese (viola baixo) e o novo baterista chama-se Dan Cornelius.
O novo trabalho tem onze temas demolidores começando com “Sticky Situation” e umas malhas de guitarra com cunho próprio. Depois “Baby Hates Me” ainda nos assombra mais, não sei onde o homem desencanta riffs desta natureza. Destaque ainda para “The Finger”, First Date”, “Natural Tan” e “Sleep Is The Enemy”.
O promocional está dividido em 99 faixas (mais dificil de piratear).
O músico estará em Lisboa para um concerto na sala Paradise Garage no próximo dia 11 (terça feira). O músico tem dois temas para download gratuito em www.myspace.com/dankojones
Nota 10/10 |
SOULFLY - "Dark Ages" |
 CD Roadrunner/Universal 2005
A música dos Soulfly é imprópria para cardíacos. A velocidade que imprimem aos temas faz disparar as batidas do coração.
Isso aliado ao abanar ritmado da cabeça pode derrubar qualquer um ouvinte menos atento.
Ao todo o novo álbum tem catorze temas e um intro que nos transportam ao mundo demolidor destes intrépidos músicos.
Logo a abrir “Babylon” é pólvora e mostra-nos um Max Cavalera a compôr cada vez melhor. Os riffs próprios do thrash e a voz forte do guitarrista agradam à primeira audição.
Depois saltamos de imediato para “I and I” ainda mais rápido e com uma secção ritmíca avassaladora. O disco segue depois para “Carved Inside” também muito bom, “Arise Again” uma pérola e “Molotov” um tema composto e interpretado por Billy Milano dos SOD.
Se tivessemos de salientar mais alguma música eu diria que “Corrosion Creeps”, “Riostarter”, “Straystrong” e a instrumental “Soulfly V” se ouvem muito bem. A digressão passa por Lisboa e o concerto baseado nestes temas deve ser bastante suado.
O disco é dedicado a Deus como já vem sendo hábito.
Nota 8/10 |
HIM - "Dark Light" |

CD Sire Records/Warner/Farol 2005
O novo trabalho segue a linha dos anteriores com dez músicas demolidoras. O quinteto ao seu quinto álbum de originais esmerou-se.
Com Ville Valo na voz, Mige no baixo, Burton nas teclas, Linde na guitarra e Gas na bateria, a formação continua estável.
Logo a abrir uma pérola com o nome de “Vampire Heart” e a voz melodiosa de Ville Valo. A guitarra está no ponto e a secção ritmica avassaladora como vem sendo hábito.
Depois “Rip Out The Wings Of A Butterfly” (o primeiro single) logo seguido de “Under The Rose” também muito bem conseguida.
O destaque vai ainda para “Killing Loneliness”, “Dark Light”, “Drunk On Shadows” e “Play Dead”. O disco saiu em alguns países com outra capa mais simples.
O álbum está gravado no novo sistema de 6.16 surreal sound.
Nota 9/10 |
THE STROKES - "First Impressions Of Earth" |

CD RCA/SONY.BMG 2006
Ao todo são catorze músicas orelhudas que nos convencem da excelente técnica do quinteto. Logo a abrir uns belíssimos riffs em “You Only Live Once”, que agradam.
Depois “Juicebox” escolhida para primeiro single e que é mais mexida.
Os temas seguintes “Heart In A Cage”, “Razorblade” e “On The Other Side” também se escutam bem e tem algo de retro (anos 70) que agrada à primeira audição.
O tema “Ask Me Anything” tem muito de Bowie, o “Fear Of Sleep” muito de U2, o “15 Minutes” muito de Pogues... e assim por diante só com boas influências. Enfim um disco para se ouvir do principio ao fim, sem partes mornas.
Depois de ouvir atentamente este CD, já que os outros me tinham passado de raspão, fiquei com muita vontade de os ver ao vivo. Pode ser que a digressão os traga cá. As datas na Europa são em Junho com destaque para o Wireless Festival em Londres onde vão tocar com Depeche Mode, Massive Attack e Bauhaus.
Nota 7/10 |
OZZY OSBOURNE - “Under Cover” |

CD+DVD Epic/Sony/Bmg 2006
O CD tem treze versões de músicas famosas como “Rocky Montain Way” de Joe Walsh, “In My Life” dos Beatles, “Go Now” dos Moody Blues, “Woman” de John Lennon entre outras e ainda o tema “Changes” de sua autoria e que originalmente foi incluido no álbum “Vol. 4” dos Black Sabbath.
As músicas ouvem-se bem, compreendo que isto será uma homenagem de Ozzy aos seus idolos e não lhe podemos levar isso a mal.
Fantástica é a versão de “21st Century Schizoid Man” dos King Crimson. Ozzy tocou neste CD com Mike Bordin (bateria), Jerry Cantrell (guitarra) and Chris Wyse (baixo) e teve ainda convidados como Ian Hunter (coros em "All The Young Dudes"), Leslie West ( solo de guitarra em "Mississippi Queen") e Robert Randolph (guitarra em "Symphony For The Devil," e solo de guitarra em "21st Century Schizoid Man").
O DVD tem todas as músicas do CD com qualidade 5.1 e ainda um video de 30 minutos com Ozzy Osbourne a jantar com amigos da editora, o seu filho Jack e ainda o carismático Lemmy dos Motörhead. As muitas histórias que contam são hilariantes.
Por fim o video clip de “In My Life”. Nos EUA este disco saiu na versão dual disc.
Nota 8/10 |
AMORPHIS - "Eclipse" |

CD Nuclear Blast/Recital 2006
O novo disco dos finlandeses Amorphis tem dez temas demolidores. É pena que o álbum não esteja completo (faded por causa da pirataria), mas dá para ter uma ideia do poderio do sexteto.
A banda enveredou cada vez mais para o prog rock, abandonando o heavy e as suas vertentes mais pesadas.
A maior parte dos temas são com vocalização melódica com destaque para “Two Moons”, “House Of The Sleep” (com uma voz muito parecida a Ville Valo dos HIM), “Leaves Scars” (muito folk) e a bem dizer o álbum ouve-se todo muito bem (mesmo faltando uns 10 a 15 minutos do original).
O novo vocalista desempenha bem o seu papel, as guitarras estão no ponto e as teclas aqui e ali dão o toque que sempre nos fascinou nesta banda. Destaque ainda para “Under A Soil And Black Stone”, “Perkele”, “Brother Moon” e “Empty Opening”. A ver se os vejo ao vivo, nem que vá a Madrid.
Nota 9/10
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THE DARKNESS - "One Way Ticket To Hell… and Back" |

CD Atlantic Records/Farol 2005
Ao todo são dez composições orelhudas com muito riff de guitarra e muita melodia.
Logo a abrir “One Way Ticket” é pólvora e mostra bem o poder de fogo desta peculiar banda de hard rock.
A canção fico no ouvido e compreende-se como é que a versão single vendeu tanto. As guitarras destilam riffs capazes de fazer um morto levantar-se!
Depois “Knockers” também detona algum poder e “Is It Just Me?” é uma boa malha de rock’n’roll.
Destaque ainda para “Hazel Eyes”, a excelente “Girl Friend” (Justin chega a esganiçar a voz), “English Country Gardens” e “Blind Man”.
Um concerto destes rapazes deve ser bem divertido. Festivais de Verão com eles...
Nota 9/10
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ORATORY - "Interludium" |

CD Recital Records 2005
Enquanto o novo trabalho marcado para 2006 não chega, os Oratory destapam o véu e mostram como será o novo disco, a editar possivelmente em 2006.
Este CD contém três temas novos "As One", "Free Of Secrets" e "Still Waiting For The King", três temas gravados ao vivo, duas versões das Bangles e dos Tarantula respectivamente e ainda uma secção multimédia com um video-clip e várias fotografias desta banda de power metal.
A julgar pelos novos temas espera-se um disco novo repleto de energia e muitos decibéis como já vem sendo hábito.
Nota 8/10
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CATHEDRAL - "The Garden Of Unearthly Delights" |

CD Nuclear Blast/Recital 2005
No minimo pode considererar-se a carreira dos Cathedral como surpreendente.
Aguentarem-se 15 anos com a mesma sonoridade, sem ligarem a modas é só para alguns!
Será por isso que a banda continua a ter tantos fans em todo o mundo.
O novo trabalho abre com um curto intro logo seguido da bombástica “Tree Of Life & Death” e uma batida contagiante.
Depois a banda aventura-se para outro petardo “North Berwick Witch Trials” e convence com a guitarra de Jennings a ditar lei.
O restante material ouve-se bem o destaque vai para “Fields of Zagara” (uma batida acústica que contagia), “Beneath A Funeral Sun” e “The Garden”.
Parabéns à Nuclear Blast pelo contrato e à banda pelo álbum.
Nota 8/10
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KISS - "Gold" |
2x CD+DVD Mercury/Universal 2005
Os Kiss ainda mexem - Conhecidos por serem uma das mais carismáticas bandas de rock norte americanas ainda em actividade, os veteranos Kiss (de volta às pinturas e aos concertos) editaram recentemente via Universal Music uma caixa contendo 2 discos de música em estilo “best of” e ainda um um DVD extra com imagens de várias ocasiões, bastidores, concertos antigos e mais de 90 minutos de videos espectaculares, como só esta banda sabe fazer.
Os Kiss começaram carreira em 1971 e ao longo de mais de 30 anos, arrastaram gerações de fãs, um pouco por todo o mundo.
A formação original composta por Gene Simmons (viola baixo), Paul Stanley (guitarra e voz), Ace Frehley (guitarra) e Peter Criss (bateria) é a mais famosa, embora Frehley já não toque com os seus companheiros desde 2003, altura em que a mítica banda gravou “Alive IV” juntamente com a Orquestra Sinfónica de Melbourne, na Austrália, um DVD espectacular criticado aqui nesta nossa página semanal.
Desta vez parece que a sua antiga editora pegou em material antigo e construiu mais um “best of” com músicas sem idade desde “Deuce”, a “Detroit Rock City” passando por “Love Gun”.
Ao todo são 40 músicas dos Kiss, que servem da melhor maneira para conhecer a carreira de 30 anos desta super banda de glam rock.
Os cerca de 90 minutos de imagens também tem interesse e dão-nos a conhecer os bastidores de um concerto, concertos dos anos 70 com “Deuce” e “Detroit Rock City” em grande plano, uma sessão de Ace Frehley a solo, e ainda um bombástico pequeno almoço com os 4 mascarados.
A divisa da banda era “You wanted the best, and you got the best” agora acrescentada de “And the hotest band in the world. Uma pena nunca terem tocado em Portugal com as pinturas.
O último “Best Of” da banda de Gene Simmons tinha sido editado em 2002, com o titulo de “The Very Best of Kiss” e 21 canções.
Nota 10/10
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