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PHAZER
Hard rock está de volta! |
São quatro jovens da periferia de Lisboa, gostam de hard rock clássico e estão juntos desde 2004. Já gravaram um EP de apresentação e contam agora dar o maior número de concertos. Os Phazer em discurso directo!

P- Podem apresentar-se aos leitores do DA? Como começaram, quando e porquê? R – Começamos em 2004, começamos por querer tocar versões mas optamos por escrever alguns temas originais e gravámos esses temas em CD. A banda tam práticamente a mesma formação inicial, tendo mudado só o baterista. Eu chamo-me Gil Neto sou o guitarrista, temos o Henriques Martins no baixo, o Miranda como vocalista e agora o Miguel Fernandes na bateria. Nós somos quatro pessoas que não se conheciam, que se juntaram depois de ver um anúncio num jornal para formar uma banda de versões. Gostamos de hard rock e achamos que os nossos temas tem uma mais valia em relação às versões.
P – Foi dificil optarem pelos originais?
R – Só um dos músicos é que queria tocar originais. Foi um processo natural, eu tenho influências das bandas dos anos 70 e 80, ouvindo os discos do meu pai, o baixista estudou no conservatório, há ideias novas misturadas, isto foi o resultado de muitas horas na garagem à procura do som certo.

P – Como é que compuseram os temas?
R – Foi aos poucos. No Verão passado entrámos em estúdio com os produtores Quim Monte e Fred Stone e gravámos sete temas. Como não tinhamos editora, juntámo-nos e editámos por conta própria.
Na realidade temos mais músicas compostas e com o EP na mão queremos agora procurar editora.
P – Qual foi o estúdio onde gravaram?
R – Gravámos no Namouche, que é um espaço antigo onde quase todos os artistas portugueses gravaram nos anos 70 e 80. Tem material muito bom e esteve fechado uns 10 anos. O Quim Monte alugou-o e está a dar-lhe uso. O Fred é baterista dos Blasted Mechanism. Tivemos muita sorte gravar num espaço tão profissional.
P – A sonoridade hard rock deve-se em parte ao produtor?
R – Sim ele limou muitas arestas. Ele deixou o disco acessivel a pessoas que gostem de rock, sem mexer na estrutura das músicas em geral.
P – Qual foi o motivo de terem editado por conta própria?
R – Principalmente porque não queriamos logo à partida ficar sujeitos ao que uma editora quisesse. Para primeiro disco optámos por fazer as coisas à nossa maneira. Há muitas imposições do estilo “músicas de mais de três minutos e meio não passam na rádio”...
P – Vocês editarem por conta própria também inibe a quantidade?
R – Sim claro, nós só editámos 1000 cópias. Mas estas cópias já tem procura e estamos a tratar de enviar algumas para a Alemanha e Reino Unido.
P – Desde que saiu o disco tem tocado muito ao vivo?
R – Sim temos tocado regularmente. Agora estamos a preparar alguns “show-cases” nas FNACs. As rádios com veia de rock tem agarrado nos temas e temos tido algum “air-play”.
P – Vocês tem temas no my space?
R – Sim quem quiser ouvir os temas pode visitar www.myspace.com/gophazer e é mesmo possivel comprar tema a tema via internet. Visitem o nosso site em www.gophazer.com
P – Muito obrigado pela entrevista podem deixar uma mensagem aos nossos leitores?
R – Oiçam o nosso som e deixem-nos uma mensagem na nossa página da net. Obrigado pelo tempo que passas-te connosco.
Texto: CM
Foto: (promo) Dora Carvalhas (live) CM |
DAPUNKSPORTIF – stoner rock |
São de Peniche, tocam stoner rock e fizeram parte do cartaz do Super Bock Super Rock deste ano. O álbum “Ready! Set! Go!” vem mostrar que o rock feito em Portugal está de boa saúde. Os DAPUNKSPORTIF em discurso directo.
P -Como começou a banda? Em que ano e com que formação? Ainda é a mesma?
R - Depois do projecto Pigs in Mud ter entrado em “hibernação” criativa em 2001, eu e o João andámos uns tempos a tocar na sala de ensaios. Eram sessões bastante proveitosas. Por vezes, duas guitarras e um sampler de bateria retirado de vinil ou um de nós na bateria e o outro na guitarra/baixo. Gravávamos todas as sessões para ouvir depois com mais calma e escolher as malhas que tinham mais potencial. Foram cerca de dois anos e meio a experimentar outros sons e instrumentos sempre na busca de algo mais. Entretanto, em 2004, conhecemos o Marco Jung e gravámos uma demo, de nome “Overdrive” com cinco temas que serviu de apresentação do nosso trabalho e, permitiu concorrer a vários concursos de música moderna Portuguesa e começar a tocar ao vivo.
Nessa altura éramos um duo mas tínhamos a noção que para por em prática as nossas ideias musicais havia que recrutar mais “camaradas”. A escolha recaiu em amigos de longa data, João Leitão (baixo) e David Canhoto (bateria) e mais recentemente deu-se a entrada para a bateria do Pedro Cação.
P - Quais são as influências principais?
R - Somos grandes fans de rock, desde Jerry Lee Lewis passando pelos The Clash, Metallica, Ramones, Dead Kennedys e até uns N.I.N.
P - Onde é que gravaram e com que produtor?
R - Nos Marduc Studios perto das Caldas da Raínha com o produtor Marco Jung.
P - Tem tocado muito ao vivo?
R - Atendendo ao nosso panorama nacional, sim. Ainda vamos na primeira volta, queremos mais!
P - O concerto do SBSR deste ano foi memorável... tem alguma história desse concerto?
R - Estava um dia muito quente e, com o excesso de adrenalina, acabámos com o stock de bebidas muito cedo. De resto, foi uma data inesquecível atendendo às bandas que naquele dia tocavam. No que me toca, poder trocar umas palavras com o Jerry Cantrell (Alice In Chains) e dar um aperto de mão ao Maynard “Táxi Driver” (Tool) é algo que não acontece todos os dias.
P - O vosso CD está à venda no estrangeiro?
R - Por agora só está à venda em território nacional mas é nossa intenção procurar editar no estrangeiro.
P - Tem tido boas respostas?
R - As críticas que têm saído na imprensa são muito positivas e os concertos estão com uma boa afluência o que nos motiva ainda mais para continuar. Pensamos que estamos no bom caminho, há que ir com calma. Temos a noção que não é nada fácil e que por vezes a questão financeira fala mais alto na durabilidade dos projectos musicais.
P – Quais são os planos para o futuro?
R - A curto prazo passa por divulgar ao vivo o nosso som um pouco por todo o país e paralelamente continuar a compor na sala de ensaios mais músicas com vista a um próximo trabalho.
A médio e longo prazo, quem sabe talvez uma edição no estrangeiro e respectiva digressão.
P - Deixem a morada do vosso site e do my space?
R - www.dapunksportif.com e www.myspace.com/dapunksportif
P - Uma mensagem para os leitores do DA?
R - Fiquem atentos às novas bandas nacionais que vão despontando um pouco por todo o País e se possível venham vê-las ao vivo.
AM |
ALKATEYA |
Entre 1986 e 1991 foram a mais famosa banda de heavy metal portuguesa. Gravaram três demos e separaram-se.
Agora estão de volta e já gravaram um CD.
P – Podes apresentar a banda?
R – Chamo-me João Pinto sou o vocalista, o Paulo Rui (viola baixo), o Manel “Animal” (bateria), o Nuno Duarte e o Miguel Teixeira (guitarras).
P – Depois da edição da 3ª demo tape, o que é que os fez parar?
R - Já haviam constrangimentos de natureza pessoal e profissional que o grande “flop” de uma edição discográfica pela Vidisco precipitou para a separação em 1991.
P – Quando pensaram fazer o CD com as 3 demo tapes gravadas em 1986, 1988 e 1990?
R - Isso foi uma ideia minha, para mero consumo interno, que depois evoluiu para a edição de autor sob o título “Replay”.
P – Qual foi a aceitação dos fans ao saberem que tinham o CD com todos os temas e iam voltar ao activo?
R - Os nossos verdadeiros fãs deliraram e têm-nos acompanhado e apoiado incondicionalmente em todos os concertos que temos dado desde a reunião.
Alguns observadores mais distanciados franziram o sobrolho, entre uns e outros temos feitos novos fãs, mais novos mesmo que o Miguel (18 anos!)
P – Porquê que o Beto (guitarrista) saiu da banda?
R - O Beto tem um carácter muito especial e nesta reunião estava mais numa de enveredar por um som mais próximo do blues-rock. Por outro lado, com um intervalo tão alargado entre 1986 e 2003, é muito mais difícil agora conjugar a música com os inúmeros compromissos de toda a ordem que nós agora temos…
P – Porquê dois guitarristas novos?
R - Já na década de 80 tanto eu como o Paulo defendíamos dois guitarristas.
Essa ausência notava-se, em especial, nos concertos. Agora, até o próprio Beto aceitou logo esse reforço e esta formação tem funcionado muito melhor ao vivo.
P – Tem tocado muito ao vivo?
R - Menos do que desejaríamos, porque o nosso estilo mais tradicional, o chamado heavy metal, expressão que hoje já quase não se usa, está fora dos padrões comerciais actuais. Hoje em dia a sonoridade das múltiplas formas de metal está mais sintonizada na brutalidade e no impacto sonoro do que própriamente numa melodia forte mais burilada e menos linear…
P – Como surgiu a oportunidade de gravarem por uma editora grega?
R - A Grécia é um dos último redutos do heavy metal mais tradicional. A Eat Metal Records é uma editora pequena e tem sido uma das principais divulgadoras e ponto de venda do “Replay”. Eles quiseram logo saber se estávamos a compor e depois de ouvirem alguns dos novos temas encetamos negociações.
Nós gravámos por nossa conta e negociámos depois os direitos de edição. Inclusive, no futuro esta editora tenciona editar o “Replay” em vinil.
P – O novo CD “Lycantrophy” foi gravado onde? Tem a qualidade que estavam à espera?
R - Para teres uma ideia da ordem de grandeza dos valores envolvidos, posso dizer-te que a etapa final da gravação de algumas guitarras em dois temas e mistura subsequente noutro estúdio custou cerca de metade de toda a demais captação e mistura.
É claro que não tem a qualidade que queríamos nem a produção que desejaríamos. Ainda assim, o produto final é um milagre, atendendo aos nosso limites orçamentais!
P – Vai estar à venda onde?
R - Cá é distribuído pela editora Recital.
Estará também na Fnac e nas discotecas da especialidade.
P – Futuras datas onde irão actuar?
R - Estamos a preparar duas datas em Junho, a precisar de confirmarção.
P – Uma palavra para os leitores do DA?
R - Oiçam e (ou) redescubram o puro heavy metal. Já cá anda há mais de duas décadas e vai manter-se sempre vivo.
Um abraço de ferro a todos que se interessam pelos Alkateya.
Visitem o nosso site em www.alkateya.com
AM |
MOONSPELL |
A nossa maior banda de heavy metal está de volta aos discos com “Memorial”.
O sucesso depois de quase 10 anos numa independente – a Century Media – e o novo contracto com a SPV.
Estão em alta!
 Os nossos Moonspell estão de volta aos discos com um álbum de estúdio – o oitavo na sua carreira – com dez temas fabulosos e ainda três intros de poucos minutos.
O DA esteve à conversa com três músicos, o vocalista Fernando Ribeiro e os guitarristas Ricardo Amorim e Pedro Paixão.
Aqui está o que nos contaram:
P – Parece que editaram ontem o álbum “The Antidote” e passaram três anos. Contem-nos como correram as vendas deste disco e porquê a mudança de editora?
R – O que dizes é verdade. As pessoas às vezes não se apercebem como a vida passa a correr.
Nós nos Moonspell temos sempre uma vida muito activa, lançámos o “The Antidote” no final de Setembro de 2003, entrámos em digressão, fomos a países que nunca tinhamos ido antes como a Ucrânia, a Rússia, a Grécia e depois aos EUA, e isto com bandas como os Type O Negative, os Cradle of Filth e os Opeth.
Depois nos intervalos da digressão fomos compondo os temas novos para o “Memorial”. De maneira que em finais de 2005 já tinhamos tudo alinhavado e tinhamos trabalhado os temas com o produtor Waldemar Sorychta no nosso estúdio. Depois estivemos 3 semanas na Alemanha nos Wodhouse Studios onde gravámos o álbum.
O disco anterior “The Antidote”, marcou a nossa saída da Century Media, pois não era interessante para ninguém, nem para eles, nem para nós nem para o público continuarmos com esta editora e depois de estudarmos as várias propostas que tinhamos recebido resolvemos assinar com a editora alemã SPV.
P – Foram práticamente 10 anos com a Century Media, lembras-te de algum acontecimento que te tenha ficado na memória?
R – Lembro-me por exemplo que quando gravámos o “Wolfheart” em 1995, houve muitas pessoas na Century Media que torceram o nariz ao terem apostado nos Moonspell e nessa altura fizemos uma digressão em condições bastante dificeis, sete semanas numa carrinha, sem hoteis, e lembro-me quando voltámos a Dortmund para entregar a carrinha veio o dono da editora abrir a porta e fez-nos uma vénia e mostrou respeito por termos concluido essa digressão. Esta tour fez o álbum disparar as vendas para as 50.000 cópias, só na Alemanha.
P – Fazem uma ideia de quantos discos venderam pela Century Media?
R – Sinceramente acho que nem eles sabem... Apontamos talvez para o meio milhão de cópias. Mas mais importante que as cópias vendidas foi o estatuto que os Moonspell ganharam no mundo inteiro.
P – Depois de terem gravado o “The Antidote” na Finlândia, porque que voltaram aos estúdios na Alemanha e ao produtor Waldemar Sorychta?
R - Nós fizemos a pré-produção do “The Antidote” cá em Portugal com o Waldemar. Gravámos na Finlandia mas constatámos que o trabalho feito em casa foi muito bom, o Waldemar trabalha habitualmente com os Samael e Tiamat, é um excelente produtor e foi o quinto elemento dos Moonspell, visto que foi ele que gravou também as partes de viola baixo neste novo disco.
P – Porque que escolheram o nome “Memorial” para o novo disco?
R – Por nada de especial. É uma palavra simples e forte. Nós gostamos de titulos fortes que fiquem no ouvido. Nós quisemos fazer um álbum de que as pessoas se lembrem daí o nome.
P – Assinando pela SPV, como é que o disco chega a Portugal via Universal Music?
R – Bem a SPV licenciou o álbum para vários países e em Portugal havia várias ofertas. Foi a Universal Music a ficar com o álbum e estamos muito contentes porque já chegámos a sitios onde nunca tinhamos chegado antes.
P – Como é que funciona por ex. na Espanha, no Japão e na Austrália?
R – Bem na Espanha o distribuidor da SPV é muito forte, é a Mastertrax. No Japão não sei se já foi licenciado e na Austrália deve ser a própria SPV. Posso-te dizer que para os EUA, México e Brasil já foi licenciado.
P – Como é que estão a planear a próxima digressão?
R – Por enquanto agora vamos concentrarmo-nos nos festivais de Verão. Depois é que pensaremos na tourné. Temos para já datas marcadas cá em Portugal, Espanha, Marrocos, Alemanha, etc.
P – Tiveram uma preocupação exemplar com o video da música “Finisterra”? Porquê?
R – Um video é uma forma importante de promoção. A música é bastante forte e o video foi rodado na Sérvia pelo produtor Ivan.
Foi a primeira vez que gravámos com tanta produção e tantos efeitos especiais... os leitores podem visitar o site da SPV e ver como o video foi gravado em www.spv.de
P – Para finalizar deixem uma mensagem para os nossos leitores?
R – O público do Alentejo, é um público que nos apoia e acarinha desde sempre. Vamos procurar tocar mais no Alentejo. Um grande abraço para todos que leem esta secção.
AM |
DANKO JONES |
O canadiano Danko Jones esteve em destaque no Verão de 2003 quando se evidenciou no cartaz do Festival Paredes de Coura.
A sua maneira de tocar guitarra e o discurso frontal que utilizou não deixou ninguém indiferente.
Agora com a edição do terceiro CD de originais, Jones volta ao nosso país para dois concertos em Lisboa e Porto.
Estive à conversa com o músico pouco antes de este se apresentar num show-case surpresa na estação de rádio Antena 3. No dia a seguir vimos o concerto que deu na sala Musicais em Lisboa - simplesmente pólvora!
Só devo conseguir falar com o músico na altura do concerto. Esta entrevista é antiga mas dá para perceber o calibre deste excelente guitarrista. Fica prometida uma nova entrevista.
P - Conta-me em poucas palavras o percurso da tua carreira?
R - Bem eu aprendi sózinho a tocar guitarra, um amigo ensinou-me uns acordes e comecei aí. No principio lembro-me de tocar músicas dos Misfits na minha guitarra.
Depois senti que tinha de formar uma banda e em 1996 começamos eu na guitarra e voz, o JC (viola baixo), e depois o baterista Damon entrou em 2000 e a formação ficou bastante sólida.
O primeiro CD "A Collection Of Songs 1996-1999" juntou todas as demos e EP que gravámos no inicio de carreira. Depois surgiu o contracto com a editora Bad Taste Records na Europa que voltou a editar a colectânea sob o nome de "I'm Alive And On Fire" em 2000. Depois o álbum de originais "Born A Lion" foi editado em 2002, e agora o segundo álbum "We Sweat Blood" viu a luz do dia a semana passada.
P – Em 2003 estives-te no Festival Paredes de Coura. Fez parte da tour de "Born A Lion"?
R - Sim era uma data da digressão europeia. Tocámos em países a que nunca tinhamos ido antes, como a República Checa, Grécia, Portugal. Foi muito bom. Gostei muito do festival e da reação do público.
P - No meio de tanta data como é que conseguis-te gravar o novo trabalho?
R - Quando acabámos a digressão europeia em Dezembro de 2002, tivemos uns dias de descanso. A tour de 2003 só começou em Fevereiro e prolongou-se até ao Verão. Escrevi o álbum em mês e meio e gravámos em duas semanas e meia. Não tinhamos muito tempo, e sabiamos precisamente o que queriamos e como queriamos. Foi uma cena muito directa.
P - Quer dizer que este "We Sweat Blood" era realmente o que tinhas na cabeça antes de gravar?
R - Precisamente! Tentámos não errar nada, rock puro e duro, grandes riffs de guitarra, sem solos, foi a mesma cena que tocar ao vivo... não podemos dizer, pára! Toquem outra vez que isto não saiu bem.
P - Gravaram o disco onde?
R - Gravámos em Toronto no Canadá. Depois começámos a digressão logo de seguida e aproveitámos para fazer as misturas em Estocolmo na Suécia.
P - E agora continuam em tour?
R - Sim esta é a segunda parte da digressão europeia, vamos tocar em vários países e só devemos voltar a casa em meados de Dezembro.
P - Vai ser muito diferente do concerto que deram no Verão?
R - Bem nessa altura ninguém nos conhecia. Parece que gostaram da nossa prestação no Paredes de Coura e cá estamos outra vez.
P - Como guitarrista quais são as tuas influências?
R - Eu gosto de muitos guitarristas, mas em primeiro lugar ponho sempre Billy Gibbons dos ZZ Top.
P - Deixa uma mensagem para os nossos leitores?
R - Chamo-me Danko Jones, tenho um álbum novo "We Sweat Blood" e estou ansioso por voltar a tocar cá. Visitem o meu sitio na net em www.dankojones.com
CAMERAMAN METALICO |
HIM |
Os finlandeses HIM estiveram em Lisboa para um excelente concerto. O quinteto tem uma admirável legião de fãs em Portugal e nunca falha uma digressão.
Com cinco álbuns de originais e uma carreira de quase 10 anos os His Infernal Majesty estiveram em grande.
O DA teve acesso aos camarins momentos antes dos músicos entrarem em palco.
ENTREVISTA

P – Como é que aconteceu a mudança de editora?
R – O contracto chegou ao fim com a BMG e optámos por assinar com uma pequena editora norte americana a Sire Records. Uma editora que já contractou bandas como os Ramones, Pearl Jam e Rage Against The Machine.
P – Como a Sire está ligada à Warner, acham que chegam a mais gente, a outros países?
R – Sim, para já estamos a ser destribuidos em sitios novos como a Austrália e a Nova Zelândia. Oficialmente os nossos discos serão também editados nos EUA, Canadá, América do Sul e Japão. De certeza que as vendas e as digressões vão mudar. Estamos muito contentes com a nova editora.
P – Este CD “Dark Light” foi gravado nos EUA?
R – Sim foi gravado em Los Angeles com o produtor Tim Palmer. Ele vive lá então foi mais fácil ir-mos lá gravar. Ele já trabalhou com os Pearl Jam, Ozzy Osbourne, Sepultura, muitos nomes famosos.
Escolhemos Los Angeles também pelo clima, já que gravámos em Fevereiro e nessa altura na Finlândia está muito frio.

P – Como é que correu a digressão de “Dark Light” nos EUA?
R – Correu muito bem. Foram catorze datas em Outubro e Novembro. Na Europa é que correu pior porque o nosso guitarrista partiu uma mão e tivemos de cancelar algumas datas. Esta é a segunda parte da digressão europeia com mais meia duzia de datas em Espanha, Itália e a terminar na Grécia. Depois seguimos para o Japão e depois para a Australia e Nova Zelândia em estreia absoluta. Voltaremos em Abril paratocar mais umas datas no Reino Unido e Irlanda. Convem verificarem as datas no nosso site www.heartagram.com
P – A promoção aqui em Portugal, não foi tão bem como era costume. Sabes porquê?
R – Em vários países funcionou mal. Uma das causas foi o medo da companhia dar os álbuns para promoção e ele aparecer logo na internet. A pirataria está cada vez mais forte.

P – Este novo trabalho está muito diferente dos anteriores?
R – Digamos que é mais directo. A melodia está lá, temos algumas canções mais fortes que ficam no ouvido... acho que vais gostar.
P – Qual foi a primeira canção escolhida para single?
R – Foi a “The Wings Of A Butterfly”.
P – Quando acabar a digressão na Austrália estão a pensar em algum festival no nosso país?
R – Ainda não temos datas para o Verão. Acho que o único confirmado é um festival na Finlândia.

P – Como é que funciona o vosso web site? Sabem quantos fãs o visitam? Quem é que controla o site?
R – Sinceramente não percebo muito de internet. Acho que o site funciona bem. Tem inúmeras visitas, pode fazer-se por exemplo downloads de músicas para o telemóvel. Mas o que me tem deixado intrigado nestes últimos tempos é a nossa página no site www.myspace.com... Temos 300 mil aderentes.
É uma verdadeira comunidade, podes falar com outros fãs, podes ouvir as novas músicas, e receber noticias da banda em tempo real. Quem controla os nossos sites é o nosso manegement. Temos ainda diversos sites de fãs por todo o mundo, incluindo Portugal.

P – Muito obrigado pela entrevista. Foi um prazer voltar a ver-vos. Deixa uma mensagem para os leitores da nossa página no Diário do Alentejo?
R – Muito obrigado pelo apoio que nos tens dado. Um grande abraço para os fãs dos HIM no Alentejo e pode ser que algum festival de Verão conte conosco.
© CM para o Diário do Alentejo |
AMORPHIS |
O homem ligou-nos e tudo, parecia amigável (o que é muito bom), a conversa correu bem... o único problema é que o gravador pifou e não se entende metade da entrevista.
Aqui está o que se salvou.
Ficou prometido uma entrevista se a banda tocar em Lisboa este Verão.

P – O que é que nos podes contar sobre a vida da banda neste último ano?
R – A banda está bem. Depois da saída do antigo vocalista os Amorphis fizeram audições e escolheram-me a mim. Algumas canções estavam práticamente prontas e tivemos de gravar a minha voz.
Estivemos em estúdio desde Julho de 2005. Gravámos no Sonic Pump Studios em Helsinquia com o engenheiro de som Nino Laurence. A produção foi feita por nós.
P – A banda tem usado o livro The Kavelala como referência em muitos álbuns, parece que voltaram a usa-lo em “Eclipse”?
R – Sim é verdade. Este disco tem dez músicas de pelo menos oito baseiam-se no livro. Desta vez usámos o conto trágico de Kullervo. O primeiro single “House Of Sleep” é também o video promocional.
Podem ve-lo no nosso site em www.amorphis.net
P – Como será a digressão deste álbum?
R – Para já temos uma pequena tour aqui na Finlandia em Março... umas sete datas. Depois em Abril temos uma tour com os Hypocrisy, Soil Work e One Man Army pela Europa do Norte... acho que para o sul ainda não está nada marcado. A não ser algum festival... vocês vão ter aí um Rock In Rio não é?
P – É verdade! Era muito bom se vocês tocassem no RIR deste ano.
Gostava de saber se gostas mais de cantar com voz melódica ou com voz forte?
R – Isso é conforme as canções. Muitas vezes canto com voz forte e depois os coros são com voz melódica. Neste disco tens as duas vocalizações. Gostamos que nos cataloguem como banda de rock atmosférico. Mas ainda temos muitos fans de metal.
P – Eu conheço os Amorphis desde a digressão do “Thousand Lakes”. Eles tocaram aqui na minha cidade – Almada – dá um abraço ao Esa e ao Tommi. Deixa uma mensagem aos nossos leitores?
R – Um grande abraço para todos os fans portugueses. Espero que a segunda parte de digressão chegue a Lisboa. Obrigado pela entrevista.
© CM para a webzine Hard’n’Heavy |
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