Especiais 2008
 
PITCH BLACK - A força e a audácia
Os Pitch Black são portugueses. A banda toca thrash metal e é oriunda do Porto. Este artigo e a capa da HARD HEAVY deste mês devem-se à edição do segundo trabalho de estúdio “Hate Division”, ainda sem data certa de lançamento. Para já a banda disponibilizou um temas dos oito que gravou no espaço www.myspace.com/pitchblackattack e prometeu ter o CD à venda num curto espaço de tempo.
A banda existe desde 1995! Nos primórdios quatro jovens juntaram-se para tocar hard-core, chegando a chamar-se Threat... depressa passaram para o thrash-metal e mudaram o nome para Whitering no ano seguinte... Com esta designação gravaram várias demo-tapes e fizeram furor na vida musical “underground” do norte do país.
A formação era composta pelo guitarrista Álvaro Fernandes, e ainda Ricardo Rocha, João Paulo e Ricardo Barbosa.
Os Whitering duraram até 2001, altura em que o guitarrista recrutou novos músicos e refez a banda mudando inclusivé o nome. A partir daqui seriam conhecidos por Pitch Black.
Em 2002 entraram em estúdio com o produtor Rui Danin para gravar o CD de estreia “Thrash Killing Machine”.
Nesta altura estavam na banda Álvaro Fernandes (guitarra), Pedro Gouveia (voz), André Cruz (guitarra) e Daniel Silva (viola baixo)... o produtor gravou as partes de bateria. Apesar de terem tudo feito não conseguem um contracto satisfatório e decidem fazer uma digressão, mesmo sem o disco editado.
Tocaram dezenas de datas por todo o país e mostraram o seu potencial. A editora independente Recital Records deu-lhes a mão em 2004 e no ano seguinte editou “Thrash Killing Machine” um CD com dez temas que ficou na história da música pesada portuguesa como um dos mais bem classificados álbuns de sempre. A critica e os fans não podiam estar enganados. Os Pitch Black eram a banda de thrash mais profissional e mais técnica do momento.
Os Pitch Black voltaram à estrada e fizeram vários festivais como o Steel Warrior de Barroselas, o Metal GDL de Grandola, e abriram ainda o concerto dos alemães Tankard no Hard Club de Gaia.
Em 2006 o vocalista Pedro Gouveia abandona e a banda convida Hugo Andrade dos Switchtense a juntar-se aos Pitch Black, e desde essa altura o músico vocaliza para as duas bandas.
Em 2007 os Pitch Black voltam ao estúdio para gravar oito temas novos. O segundo álbum irá chamar-se “Hate Division” e deve ver a luz do dia muito em breve.
Temos um certo orgulho e um enorme respeito por estes jovens!
Obrigado por confiarem em nós e nos deixarem ouvir o disco em primeira mão. Foram a primeira banda a oferecer-me esse estatuto.
NUESTRO DERECHOS - Thrash metal da terra das tulipas
Os Nuestros Derechos apesar do nome não são espanhois! A banda formou-se na cidade holandesa de Utreque em 2002 e no ano seguinte conseguiram gravar a primeira demo tape “Pan Recording Sessions” com quatro temas.
A formação era na altura Jerry na guitarra e voz, Johnny na bateria e Jan no baixo.
As reações ao disco foram boas e a banda começou a tocar no circuito de bares. Em 2005 os Nuestros Derechos conseguem gravar “a meias” com os De Waonzin (que já não existem) um “split” com quatro temas de cada banda. Este disco de colecionador só foi editado a 500 cópias e existem poucos exemplares disponíveis. Com o pomposo nome de “Split ‘Em All” – um tributo à velha escola de thrash metal de San Francisco e aos Metallica.
Em meados de 2007 a banda entra em estúdio para gravarem o primeiro álbum de originais. A sonoridade mudou um pouco já que para o lugar de baixista entrou uma mulher – Janet que também canta! Ao todo a banda gravou sete temas demolidores com o produtor Menno Bakker (que já trabalhou com bandas como os Born From Pain, Sin Dios e Malkovitch, entre outras.
A masterização do disco foi feita nos EUA por Alan Douches (Sepultura, Dillinger Escape Plan, Hatebreed, Sick of it all, etc) e pode dizer-se que os temas não envergonham ninguém!
Com uma sonoridade muito thrash-core os Nuestros Derechos são um trio poderoso com muito metal para dar. Se puderem confiram os temas no myspace da banda em www.myspace.com/nuestrosderechos e vejam as datas da digressão europeia no site oficial em www.nuestrosderechos.nl
DAWNRIDER - Nas ondas do doom-metal
Podem contar-se pelos dedos as formações musicais portuguesas que abraçaram o estilo doom-metal.
Grandemente influenciados por bandas como os Black Sabbath, Cathedral, Pentagram e Saint Vitus só para falar nas mais emblemáticas estas formações tem às vezes dificuldade em assinar contracto, dado que os fans de doom-metal também se contam por alguns milhares.
Os Dawnrider são de Lisboa, formaram-se em 2004 com um núcleo duro de três músicos Francisco Dias (voz), J. Barrelas e Hugo Conim (guitarras), a que se juntaram mais tarde Samuel Rebelo (viola baixo) e Victor Silver (bateria).
A banda gravou um EP “a meias” com os Maryland’s War em 2005.
O primeiro álbum “Alpha Chapter” foi gravado em 2007 e viu a luz do dia quase no final do ano pela editora independente Raging Planet Records. As criticas tem chegado, muitas vezes de outras bandas de doom-metal e são positivas. De maneira que os Dawnrider tem já nome além fronteiras e conseguiram mesmo tocar fora de Portugal.
Os jovens músicos definem a sua música como doom mas com influências de bandas dos anos setenta (rock psicadélico).
A formação sofreu mudanças recentemente com a entrada de um novo baixista – Carlos Sven – que já tinha tocado antes nos Brainwashed By Amália e The No-Counts. A música pode escutar-se no espaço www.myspace.com/dawnriderdoom
A banda prepara-se agora para os concertos, com o primeiro a acontecer em Corroios dia 3 de Maio com os Gargula (nova banda de João Pinto ex-Alkateya), Mindfeeder e Lostland. Apesar de jovens os Dawnrider já estiveram em palco com bandas como os Orange Goblin, Alabama Thunderpussy, Firebird, Nightrage, Alkateya, Ironsword e Shadowsphere.
No concerto de Corroios o DA estará presente.

AM
THANATOSCHIZO - Contractados em Itália
A banda de heavy metal Thanatoschizo conseguiu um contracto com a editora independente My Kingdom Music para o lançamento do seu quarto álbum de longa duração “Zoom Code”.
Com dez anos de vida este agrupamento de Santa Marta de Penaguião gravou a sua primeira demo caseira em 1998.
No ano seguinte, mudança ligeira na formação e gravação do EP “Melégnia” por conta própria. Este disco possibilitou aos músicos cerca de 60 concertos. Em 2001 a banda entra em estúdio para gravar o primeiro álbum de originais “Schizo Levels” pela editora independente Misdeed Records.
No ano seguinte conseguem contracto com uma editora inglesa a Rage Of Achilles Records. Em 2003 gravam o segundo álbum “InsomniousNightLif” que lhes grangeou excelentes criticas nas magazines da especialidade como a Metal Hammer e a Kerrang!
Em 2004 começam a trabalhar no terceiro álbum “Turbulence” mas a sua editora fecha portas. Os Thanatoschizo viram-se para Austrália e assinam pela Pandemonium Records. O álbum vê a luz do dia em 2005.
Depois de excelentes criticas a banda prepara o quarto álbum “Zoom Code” e grava nos Wagner Studios em Chaves com produção de Luis Barros dos Tarantula. A mistura do disco fica ao cuidado de Tommy Newton nos Area 51 Studios na Alemanha. O novo álbum vai ver a luz do dia ainda este mês pela nova editora italiana My Kingdom Music.
Os músicos conseguiram ainda que uma editora mexicana se interessasse em editar o primeiro álbum com uma nova capa. Os discos em Portugal são destriubuidos pela Recital.
A banda é agora formada por Guilhermino Martins (guitarra), Patricia Rodrigues (voz), Eduardo Paulo (guitarra e voz), Miguel Angelo (viola baixo), Filipe Miguel (teclas) e Paulo Adelino (bateria).

O site oficial fica em www.tanatoschizo.com
GAZUA – o novo rock português
São uma das novas bandas a cantar rock em português.
Com influências várias de Xutos & Pontapés a Censurados, os Gazua são a primeira formação lusa a editar em 2008.

Formados em 2005, os GAZUA são uma banda de rock cantado em português sediada em Lisboa.
O trio cedo arrancou para os espectáculos ao vivo na procura de uma personalidade sonora, essencial para um grupo que pretende marcar uma vincada posição no panorama musical nacional.
O ano de 2007 foi particularmente agitado neste campo com uma recheada agenda de concertos que culminou com a decisão de avançar com a gravação do primeiro disco da banda, a ser editado no principio de 2008.
As gravações de "Convocação" decorreram nos Estúdios Crossover em Linda-a-velha durante o mês de Julho de 2007 e contaram com a participação de João Pedro Almendra (vocalista dos Peste & Sida) num dos temas do disco.
À frente da gravação esteve o técnico de som Zé Pedro Sarrufo. Os Gazua são um power trio constituído por João, na voz e na guitarra, principiou o seu percurso musical no final dos anos 80 com os Corrosão Caótica, em 1997 formou os Carbon H e em 2001 participou nos The No Counts.
Paulinho, no baixo, estreou-se também no final do anos 80 com os Jardim do Enforcado, no início dos anos 90 com os M.A.D. e os Spitz Buben e, actualmente, toca também com os Kamones – banda de tributo aos Ramones que conta com a participação de João Ribas (membro dos Tara Perdida e dos Censurados).
Por último, Quim, na bateria, iniciou-se também no final da década de 80 com os Condenação Pacífica, passando recentemente pelos Civic, que lhe valeu uma experiência no palco principal do Rock in Rio.

São um trio no qual cada elemento já conta com muita experiência dentro do panorama musical nacional e que nos Gazua juntam forças para levar este projecto a bom porto.
O universo dos Gazua situa-se entre o punk rock e o rock, com diversas influências que vão desde nomes internacionais como: Suicidal Tendencies, Ramones, Motörhead, Patti Smith, AC/DC, Thin Lizzy a nomes nacionais como: Censurados, Peste & Sida e Xutos e Pontapés.
Os textos das músicas falam sobretudo de aspectos sociais que dizem respeito a todos, da inter-relação inevitável entre as pessoas e a consciência individual do mundo que nos rodeia.
O nome do disco "Convocação", é como que um chamamento a todos para procurarem o seu lugar nesta complexa teia onde às vezes é dificil assumirmos o nosso papel...
Nós aqui na Hard'n'Heavy desejamos muita sorte aos Gazua.

O seu espaço na net está em www.myspace.com/gazua
CREMATORY – Sinfonias de aço
São alemães e militam no campeonato do heavy metal sinfónico. Formados há 17 anos e com 10 álbuns na bagagem os CREMATORY são a banda em destaque esta semana.

A banda começou timidamente em Mannheim no ano de 1991. O primeiro contracto discográfico foi com a independente Massacre Records para quem gravaram 4 álbuns.
O primeiro foi “Transmigration” em 1993 e o mais bem sucedido foi “Illusions” de 1995 com o popular tema épico “Tears Of Time”. Em 1996 assinaram contracto com outra independente de peso – a Nuclear Blast – para quem gravaram mais cinco álbuns.
A característica principal da música dos Crematory era chegar ao mercado do rock gótico, mas a melodia que imprimiam aos seus temas e a música orquestral utilizada levaram-nos mais além, sendo também catalogados como heavy metal sinfónico.
Nos primeiros tempos fizeram quase todos os grandes festivais europeus como o Dynamo na Holanda, o Graspop na Bélgica e o Wacken na Alemanha. Só aí conquistaram uma legião de fãs que chegou aos dias de hoje.
Entre 2001 e 2003 estiveram parados, tendo regressado ao activo com “Revolution” em 2004.
Em 2005 voltaram a assinar contracto com a Massacre Records que lhes editou “Klagebilder” em 2006 e agora este “Pray” em 2008... um dos primeiros discos do ano.
A música dos Crematory é intensa. Por vezes a voz é forte mas a melodia impera. Os teclados e os riffs de guitarra imprimem o estilo heavy onde a cabeça é impelida a um movimento sincronizado logo aos primeiros acordes.
A formação actual não difere muito da incial com Gerhard “Felix” Stass (voz), Matthias Hechler (guitarra), Katrin Goger (teclas), Herald Heine (viola baixo) e Makus Jüllich (bateria). O guitarrista entrou em 1998, os restantes músicos em 1991 e 1992. A teclista e o baterista são casados um com o outro.

O espaço www.myspace.com/crematorymusic tem músicas e o contacto directo com os músicos. O sitio oficial fica em www.crematory.de A digressão pela Europa começa em Maio, pode ser que visitem Lisboa.